O chefe regional da 12 Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), de Londrina, Rubens Loureiro, descarta a possibilidade de existir uma diferença entre o teste realizado na cidade e em outros municípios do Estado. Segundo ele, como o trânsito de Londrina exige bastante de seus motoristas, o que pode acontecer é um rigor maior dos aplicadores do teste.
Loureiro ressaltou que o fato de praticamente não existir diferença na porcentagem de reprovados nas três principais cidades do Estado, Curitiba, Londrina e Maringá, é um exemplo prático de que não existe qualquer irregularidade no exame aplicado na Ciretran local. Porém, ele concorda que o valor de R$ 500,00 para obter a CNH é elevado. ''O nível atual de desemprego dificulta muito, principalmente quando ocorre reprovação'', completou.
Para o chefe da Ciretran, o índice geral de 40% de reprovados, em Londrina, está ligado às dificuldades apresentadas por alguns alunos, principalmente em relação à falta de preparo emocional. Ele disse que determinou algumas modificações, sobretudo no teste prático de motocicletas.
Segundo ele, alguns candidatos ficavam nervosos com a grande quantidade de pessoas que assistiam ao teste. ''Determinei que os candidatos que esperavam para fazer o teste ficassem mais distantes para não prejudicar os demais'', comentou.
O instrutor de uma CFC, Hewandro César Silva, concorda que a falta de preparo psicológico é a maior barreira para alguns candidatos. Ele explicou que alguns alunos também são responsáveis pelo elevado índice de reprovação. Hewandro diz que, mesmo após realizarem as 15 horas-aula obrigatórias para fazerem o teste prático, alguns não estão preparados. ''Mesmo assim eles querem fazer o teste'', declarou.
A representante do Sindicato dos Proprietários dos CFCs do Paraná, em Londrina, Lucimara da Silva, credita o elevado índice de reprovação à falta de qualificação de determinados Centros de Formação de Condutores. Ela reclamou que alguns centros proporcionam um concorrência desleal, reduzindo os valores para retirada da CNH e não prestam um serviço de qualidade. Para dar um exemplo, ela diz que em seu CFC, uma pessoa gasta R$ 650,00, para retirar a carteira em duas categorias. Em outros, segundo ela, esse valor pode chegar a R$ 280,00. ''Depois compensam as perdas dando um monte de aulas práticas'', denunciou.

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