O médico Claudinei Costa defende a idéia de um alerta nos alimentos infantis. Segundo ele, a exemplo das embalagens de cigarro, nos alimentos infantis os alertas deveriam chamar a atenção para o consumo excessivo do alimento e suas consequências. ''As propagandas são tão incisivas que os próprios pais são atingidos e acham que o certo, por exemplo, é dar leite só com achocolatado para a criança. Quando a gente fala para tirar o achocolatado eles ficam perdidos: 'mas o que eu vou colocar no leite?', perguntam, como se o leite não pudesse ser consumido puro'', exemplificou.
A dentista Maria Helena Cabral de Oliveira, mãe de Jorge Eduardo, levanta outros problemas. ''Antes a gente ia no cinema para assistir ao filme. Hoje, para as crianças, ir ao cinema significa comprar pipoca e refrigerante e daqueles bem grandes. O fast food também é uma comodidade, mas se você vai juntando tudo isso...''.

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