Cinco meses de trabalho para impostos
Na década de 70 os brasileiros destinavam a renda de 2 meses anuais de trabalho para pagar impostos; na década seguinte o número de meses subiu para 3; e no corrente ano (até o final de abril) a correspondência anual já chega a 4 meses e 25 dias, ou praticamente 5 meses. Mais um pouco e se poderá chegar a meio ano de destinação dos ganhos, para sustentar o poder público, nas esferas federal, estadual e municipal. O Brasil é o país onde mais se paga impostos, no mundo, e é também um dos que mais gastam no sustento da máquina pública comilona, pachorrenta, inoperante e corrompida. O ''impostômetro'' indica que desde o início deste ano as três instâncias do poder já arrecadaram R$ 300 bilhões. Isto é um recorde. Estas informações são da Associação Comercial de São Paulo, que realizou o levantamento por meio de seu Sistema Permanente das Receitas Tributárias. Os recordes da sanha arrecadadora oficial têm sido constantes, demonstrando que nunca se confiscou tanto dinheiro do povo como agora. Em 2005, os cofres públicos abocanharam da economia do povo R$ 733 bilhões em taxas e contribuições, o correspondente a 37,84% do Produto Interno Bruto. Tudo isto para sustentar a superfolha funcional, o superfaturamento, o desperdício, o esbanjamento com o luxo e as mordomias, a esparrama de dinheiro em gastos abusivos de toda a ordem, e triunfando soberana a corrupção. Na esfera federal, a ganância do Governo petista foi avassaladora. O volume de gastos desnecessários não baixou, porque nada foi feito nesse sentido, embora se esperasse; o peso da máquina pública não diminuiu e nunca o noticiário foi tão rico em histórias de roubalheiras e de favorecimentos a homens públicos. A situação já atinge as raias da perversidade fiscal, um verdadeiro assalto institucionalizado. Não tem outro nome, senão ato criminoso, este de roubar 5 meses do ganho dos brasileiros para manter o sistema governamental, que se também aplica parte da receita em gastos com incumbências que lhe competem, vive em contínua farra pública à custa de uma nação pobre e sofrida. Os governantes brasileiros, nadando em mar de gastança (entendendo-se aí todos os escalões), não estão longe de alguns pomposos reis tiranos de países da África, de anos não muito distantes, sentados em tronos de ouro maciço e seus palácios repletos de riquezas, enquanto o povo morria de fome nas ruas. Tomar o ganho de cinco meses anuais dos brasileiros é um ato de tirania e de barbárie. São os governos, literalmente, com o tacão da bota sobre o pescoço dos cidadãos, subjugando-os, em regime da mais sórdida escravidão tributária.





