Cifrão, a camisa da nossa Seleção - Donato Parisotto
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de julho de 1998
Donato Parisotto 
Patrocinador (capitalismo); política; dinheiro; a mentalidade européia e a brasileira; equipe sem espírito nacionalista-patriótico; sem conjunto - apenas um salvador-da-pátria, vazia de tudo; convulsão em pessoa já adulta, sem precedentes neurológicos para tal, por stress sem medicação especial pelos doutores médicos franceses, o que impediria Ronaldinho de participar do jogo. Tudo farsa (a convulsão). Isso foi contestado por ilustres neurologistas paulistas e londrinenses.
Faremos uma análise psicossomática, bio-racional-emocional do trágico acontecido, através de duas fórmulas: n3c3, européia e -n2dd3, brasileira. Aplicando-as, temos n3 = nutrição, nutrição, nutrição deste a infância, com sólida formação física e, consequente formação psíquica - pensamento e emoções - com mais e ativos neurônios.
A França foi e continua sendo o umbigo humanístico-cultural do mundo, onte há perfeira sintonia da unidade psicossomática da criança ao adulto e ao idoso. Daí, c3 na fórmula representar, com dignidade e eficácia, a cabeça e o coração franceses na chuteira também: formação ideal e integral, na etnia.
Na fórmula brasileira, temos -n2d3, onde menos n é menos nutrição, desde a infância, ambientes paupérrimos, pobres ou médios, a dar, como consequência, menos e piores neurônios, em mentalidade curta. Acrescentemos a esta penúria de situação o d3, onde o d psico-patológico, materialista = dinheiro; e o d2 é = dólar e dólar.
Esta é a verdadeira situação psíquico-social-cultural de nossos jogadores, da CBF e das comissões técnicas, onde patriotismo, segundo Rui Barbosa, é igual a zero. Daí, não adianta pensar em nacionalismo.
O patrocinador oficial da Seleção manda e comanda tudo: capitalismo-dólar. A CBF é cabresto: Zé das Brocas passa a Dr. José das Broucas e pode até escalar jogador do técnico Zagallo. Homens da comissão técnica são machos só quando cutucados por nossos exímios jornalistas desportivos, na busca da verdade, pelo menos parcial: seu Zagallo fica o Zé Galo.
Nós, torcedores-sofredores brasileiros, somos idiotas.
- DONATO PARISOTTO é professor em Londrina


