Cidades médias em expansão
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sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Folha de Londrina 
A população brasileira chegou a 211.755.692 habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quinta-feira (27). A projeção tem como data de referência 1º de julho de 2020.
De acordo com o IBGE, o Brasil ganhou mais 1,6 milhão de habitantes em relação a 2019, o que representa aumento de 0,77%.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados mais populosos. Já Roraima, Amapá e Acre estão no extremo oposto, como os menos populosos do país.
O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 12,3 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,75 milhões), Brasília (3,05 milhões) e Salvador (2,88 milhões). Conforme os dados do IBGE, os 17 municípios do país com população superior a um milhão de habitantes concentram 21,9% da população nacional e 14 deles são capitais estaduais.
Ainda segundo o IBGE, o grupo de municípios com até 20 mil habitantes é aquele que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com redução populacional, enquanto os municípios entre 100 mil e um milhão de habitantes são os com maior contingente com crescimento superior a 1%.
É o exemplo de Londrina, cuja população chegou a 575.377 pessoas em 2020, sendo que em 2019, eram 569.733. A elevação foi de 5.644 habitantes ou 0,99%. Ela permanece no posto de cidade com mais habitantes do interior paranaense.
De acordo com o IBGE, os dados reforçam a percepção de que os municípios pequenos estão perdendo moradores, enquanto os médios crescem.
O século 20 teve uma forte característica de urbanização da sociedade, com grande número de brasileiros deixando a zona rural e pequenas cidades em busca de trabalho, educação e melhor qualidade de vida nos centros maiores. Foi um movimento que gerou grandes transformações na infraestrutura dos municípios, nas relações sociais e na dinâmica da produção e do consumo.
O resultado desse processo que aconteceu de forma rápida e desorganizada, todos conhecem: cidades inchadas, com deficit de infraestrutura, favelas e outros problemas.
Diante dessa constatação, é importante que estados e municípios pensem em estímulos para manter a população no interior e ajude a tornar as cidades menores atraentes, com qualidade de vida, infraestrutura, além de educação e postos de trabalho de qualidade.
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