Cidade Industrial
A parceria entre a Prefeitura de Londrina e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano para tirar do papel o projeto da Cidade Industrial foi selada nesta quinta-feira (5), com a assinatura do convênio para um empréstimo de R$ 25 milhões. O parque industrial é uma demanda antiga do município. Desde o início dos anos 2000, na gestão do ex-prefeito Nedson Micheletti, se falava nesse empreendimento, que nunca vingou. Na gestão de Alexandre Kireeff (2013- 2016) a instalação do parque industrial voltou a ganhar corpo. A ideia do ex-prefeito era entregar o parque até o fim do seu mandato, mas não deu certo. Agora, com a promessa de recursos do governo do Estado, fala-se em iniciar as obras em 2019. A licitação deve sair em no máximo 120 dias.
A boa vontade governamental, impulsionada por um ano eleitoral, é bem-vinda. Londrina é carente de indústrias. E essa carência se reflete nos indicadores sociais e econômicos da cidade. Ao afirmar que a data foi "histórica" para Londrina, em razão dos anúncios do governo do Estado, o prefeito Marcelo Belinati admitiu que faz anos que a cidade não recebe grandes empresas e "às vezes por falta de infraestrutura". Mais indústrias significam mais empregos, mais renda, mais riquezas. E é disso que Londrina precisa.
O projeto do parque industrial é de um condomínio fechado para empresas de baixo impacto, com infraestrutura completa, espaços de uso comum como salas de treinamento, refeitório, estacionamentos, área de repouso para trabalhadores e serviços bancários. Terá aproximadamente 170 lotes internos e outros 40 lotes externos, disponíveis em um mesmo local, com áreas médias de 2 mil a 6 mil metros quadrados cada. Segundo a Prefeitura, uma comissão será montada para avaliar como os lotes serão disponibilizados para as empresas, mas a intenção do Município é que eles sejam comercializados. Um avanço e tanto comparado à política simplista de apenas doar terreno para instalação de empresas em troca de geração de empregos que nem sempre se concretizam.
Representantes do setor produtivo presentes na assinatura do convênio Sinduscon, Acil,Fiep mostraram otimismo. O projeto foi reformulado, pendências burocráticas e ambientais foram vencidas e novas propostas surgiram. A ideia é viabilizar outros condomínios industriais para indústrias médias e grandes. Como disse um dos empresários presentes, "agora é a hora" da proposta sair do papel. Que seja o primeiro de muitos passos na corrida pelo desenvolvimento.





