Cidadãos treinam para enfrentar criminalidade
A procura por cursos de defesa pessoal tem sido uma das alternativas encontradas por cidadãos comuns para encarar a criminalidade nas metrópoles. Em Curitiba, pelo menos, quatro escolas oferecem treinamentos em segurança pessoal e patrimonial. A capacitação é voltada mais a profissionais que já atuam ou querem trabalhar na área de vigilância, mas há sempre interessados em garantir a própria segurança.
Esse é o caso da dona de casa Nivete dos Santos Lima, 37 anos, que concluiu esta semana um curso. Ela conta que procurou o curso de defesa pessoal para superar o trauma de um assalto do qual foi vítima há cerca de três anos. Nivete estava em casa com o filho pequeno, quando foi surpreendida por um assaltante. Segundo ela, o marginal aparentava ter aproximadamente 14 anos e estava armado. A dona de casa ficou paralisada de medo.
O pânico passou a acompanhar Nivete nos últimos anos. Tanto em casa quanto na rua ela diz que se assustava quando qualquer ''pivete'' se aproximava dela. Depois de fazer o curso de defesa pessoal, diz que se sente mais segura. ''Não que eu vá sair batendo em todo mundo por aí'', brinca. ''Mas já não tenho o pavor que tinha de andar ou ficar em casa sozinha.''
Joceli Bueno, 26 anos, que também frequentou o curso, lembra que até pela desvantagem da força física, a mulher acaba sendo o alvo preferido dos assaltantes. ''A defesa é mais técnica do que força'', explica.
Apesar de ser o diretor da escola, o policial militar e especialista em segurança pública, Izaquiel Miranda diz que a última coisa que recomenda às pessoas em uma situação de risco é a reação. ''A pessoa que vai cometer o crime está disposta a tudo. Se o cidadão reagir só irá engrossar as estatísticas de homicídio'', alerta.
Miranda afirma que numa eventual reação é preciso ter preparo em defesa pessoal, uso de armas e até uma certa psicologia para saber analisar o comportamento do criminoso.





