Um tsunami de informações varre o cotidiano. Porém, alguns não percebem que existem conceitos que não podem mais ficar descansando na praia da nossa vida. ''As pessoas têm que estar atentas que as notícias e informações são muitas nos dias de hoje. Porém, as pessoas não mudam na mesma velocidade. Quem trabalha na área de Humanas (Hirsch prefere não usar a palavra Recursos Humanos, fazendo distinção ao dizer que recursos são naturais, por exemplo, e não humanos) precisa perceber que as pessoas não mudam na mesma mesma velocidade, já que têm valores pessoais'', assegura o psicólogo. Uma dicotomia que gera estresse e conflitos.
O tempo não pára, mas para acertar os ponteiros de uma equipe de trabalho, as organizações precisam conhecer as qualidades do pessoal - conceitos que serão explorados no ciclo, que trará o especialista em Psicodrama Yudi Yozo para falar sobre ''O Poder da Mudança''; o consultor organizacional Luciano Lannes que vai abordar ''Transformação de Cultura Organizacional: A Experiência dos Jogos Cooperativos''; o administrador de empresas e psicólogo Sérgio Spinato e a adminstradora de empresas Tenice Silvestre que falarão sobre ''Faremos Mudanças Mesmo com a Corda no Pescoço'' e, finalmente, a mestre em Critavidade Aplicada Total Maria Rita Gramigna para abordar ''Jogos e Vivências como Ferramentas para Detectar Indicadores de Competências''.
As relações interpessoais nas empresas fazem parte das mudanças, que exigem que a organziação resolva abrir a caixa de ferramentas, que mais se assemelha a uma caixa preta. O psicólogo põe na mesa, a importância de perceber o outro. ''Cada empresa é um mundo, mas as que têm conseguido mais êxitos e mais resultados são as que buscam melhorar as relações de trabalho. Não de uma maneira paternalista tipo: 'te dou alguma coisa em contrapartida quero produtividade'. Isso de um jeito aviltante. Mas 'quero as suas competências, sem te aviltar'. Quando as pessoas são sugadas não darão nada, podendo até estar fazendo figuração na empresa'', explica Hirsch.
A figura nova do coaching, que traduzida do inglês significa treinador, tem o papel de estimular a capacidade, fazendo com que as pessoas encontrem habilidades dentro da caixa de ferramentas e que fazem brilhar uma chave de fenda capaz de abrir portas. ''As pessoas precisam de alguém que as oriente. As empresas estão procurando alguns profissionais para treinar o pessoal, mas esse trabalho se caracteriza por ser rápido e pontual'', afirma.
Depois de avaliar essas considerações, se você estiver se achando resistente às mudanças, o psicólogo lembra que ninguém é imune a essa ''doença''. Hirsch ressalta que as pessoas resistem não às mudanças, mas a serem mudadas pelo outro. É preciso estimulá-las a reconhecer que será melhor para elas e o ambiente profissional.
Já os que não fizerem como a quitandeira e o supermecado que pegou o vácuo da mudança, Hirsch aplica a lei de Darwin: ''Existe um processo de seleção natural.'' (F.L.)

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