Cianorte consolida-se como grande produtor de moda e já recebeu a denominação de Capital do Vestuário pela produção de 5 milhões de peças/mês em suas 400 indústrias. Isto demonstra que os empreendimentos da área industrial podem florescer não apenas nas metrópoles, como foi no passado. Ao lado da cultura agrícola, que veio criando também gigantes complexos agroindustriais, o Norte do Paraná destaca-se igualmente por fábricas sofisticadas que não têm a ver diretamente com as atividades do campo. Caso da indústria de confecções de Cianorte, da indústria moveleira de Arapongas, citando-se apenas estas duas em face da recente feira de móveis, a Movelpar, e agora da Feira-Exposição do Vestuário, a Expovest. Esta, reunindo em Cianorte 500 grifes para a estação outono/inverno e que, durante a sua realização de quatro dias, espera reunir 35 mil visitantes vinculados ao negócio da moda e movimentar R$ 12 milhões, 20% a mais que no ano anterior. Desfila pelas passarelas dos cinco shoppings atacadistas da cidade e na Rua da Moda toda uma gama de confecções em jeans, lingerie, moda social masculina e feminina, moda infantil e infanto-juvenil e linha bebê e praia. A indústria do vestuário de Cianorte gera 40% da arrecadação tributária do município e garante emprego direto e indireto para 15 mil pessoas. Estes são caminhos novos de um Paraná que ostenta a marca de Estado de produção predominantemente agropecuária, e assim deverá ser continuamente, em face da fertilidade de suas terras, de vastos recursos ainda por explorar e dos avanços da tecnologia, em que pontificam o Instituto Agronômico e a Embrapa/Soja. Enquanto a Expovest acontece em Cianorte cidade fundada pela Companhia de Terras do Norte do Paraná, a colonizadora inglesa Londrina promove o Programa de Competitividade do Setor Têxtil, que trata de treinamentos coletivos sobre modelagem, design, marketing, produção e gestão empresarial, seminários e palestras sobre tendências da moda, aumento de vendas e diminuição dos custos de produção, etc. Trata-se de um evento de abrangência regional, porque em Londrina e região próxima existem 435 indústrias do setor, que produzem mensalmente 20 milhões de peças/mês. Este é o Brasil que dá certo, garantido pelo arrojo da iniciativa privada e que melhor desempenho teria se contasse com o apoio de políticas públicas de incentivo, diminuição de impostos e dos encargos sociais sobre os salários, eliminação de burocracias emperradoras e uma legislação trabalhista menos leonina contra a classe patronal, que é a que garante empregos e sustenta o desenvolvimento.

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