A principal reportagem, ontem, da FOLHA, mostrou como as chuvas fortes que ocorreram este ano afetaram a vida de mais de um milhão de paranaenses. Ou seja, o texto nos faz lembrar que a mistura de dois fatores (clima e falta de planejamento urbano) provoca prejuízo, traumas e mortes.
Levantamento feito pela reportagem, com base em números da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, revela que mais de um milhão de pessoas que moram no Paraná tiveram algum prejuízo em decorrência de tempestades, inundações, enxurradas e alagamentos do início do ano até a primeira semana de setembro. É um número 85,93% maior do que o registrado no mesmo período em 2013. A Defesa Civil classifica como população afetada aquela que teve desde um pequeno transtorno provocado por desastre natural até um alagamento que obrigou o abandono de uma residência.
Não houve um aumento significativo em relação ao número de registros e cidades atingidas. O que chamou a atenção na pesquisa foi a grande quantidade de pessoas afetadas, deixando claro que as tempestades de 2014 foram bem mais expressivas.
Pesou para este aumento o período de temporais ocorridos no início de junho deste ano, sendo considerado um dos maiores desastres naturais da história do Paraná, pois atingiu 155 municípios e prejudicou 830 mil pessoas. A ocorrência desses fenômenos intensos em áreas densamente povoadas e as temperaturas mais altas em relação a 2013 ajudaram a compor o cenário de prejuízo e tristeza. Das 10 cidades mais populosas do Paraná, cinco aparecem entre as que tiveram mais pessoas afetadas por transtornos significativos gerados por chuvas fortes. Os moradores de Guarapuava foram os mais afetados (167.990 vítimas).
Se no Paraná a chuva causou muitos prejuízos, em São Paulo a falta dela castiga a população há meses. Cenas do clima afetando negativamente a vida do homem são vistas há muito tempo, desde que o aquecimento global entrou na pauta dos jornais. Há décadas se discute como reverter os prejuízos causados pelo efeito estufa e como amenizar as consequências das mudanças climáticas. As soluções passam por programas governamentais visando a proteção do meio ambiente, ações pontuais de prevenção aos desastres naturais e mudanças de atitude por parte da população.

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