Chuva dificulta luta contra maré negra
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segunda-feira, 02 de dezembro de 2002
France Presse 
La CoruÀa - O mau tempo reinante ontem na Galícia dificultou a luta contra as milhares de toneladas de combustível que ameaçam o litoral noroeste da Espanha. Doze dias depois do naufrágio do petroleiro liberiano Prestige, as costas da Galícia estão ameaçadas por várias manchas de óleo que avançam em diversos pontos do litoral, fragmentam-se e mudam de direção em função do vento.
''Há uma série de manchas em diversos pontos que não param de avançar'', declarou numa coletiva o vice-presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy. O principal perigo é uma grande mancha de várias milhares de toneladas que se encontrava ontem a 30 km do litoral, em frente a Muros (150 km ao sudoeste de La CoruÀa). Esta mancha, fragmentada, se estende por 50 km mas avançou pouco nos últimos dois dias.
Outras manchas, menos importantes, ameaçam o litoral noroeste da Galícia. A região mais ameaçada é a dos cabos de Finisterre e TouriÀán. No entanto, devido ao mau tempo, ontem pela manhã pequenas camadas de óleo chegavam às praias da região de Muxía, 120 km ao oeste de La CoruÀa, área das menos ameaçadas.
As chuvas também impediram ontem o trabalho de oito navios estrangeiros especializados em tarefas de limpeza que já bombearam 5 mil toneladas de combustível do mar, segundo o governo.
A organização ecológica SEO (Sociedade Espanhola de Ornitologia)/Birdlife afirmou ontem que entre 10 mil e 15 mil aves morreram ou foram gravemente afetadas pela maré negra provocada pelo petroleiro. Segundo as estatísticas estimadas pela associação, para cada ave recuperada e levada a um centro de atendimento, outras cinco morrem em zonas inacessíveis, rochosas ou em alto mar. Até agora, cerca de 300 aves foram encontradas mortas nas praias e outras 600 vivas, das quais a metade não sobreviverá.


