Notícias sobre irregularidades na administração da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná têm sido recorrentes. Desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, chantagem e ameaça são apenas alguns dos crimes denunciados que estariam sendo praticados por funcionários da Casa. De fato, a conclusão - óbvia - a que se chega é que a AL precisa passar por esse ''choque de moralização'', anunciado pelo atual presidente Valdir Rossoni (PSDB).
No entanto, a FOLHA noticiou que 18 deputados e um secretário do Estado ganharam um ''reforço extra'' para seus trabalhos parlamentares. Funcionários efetivos da Casa foram lotados em gabinetes, mas continuarão sendo pagos pela administração legislativa. Os parlamentares têm direito - garantido por lei - a nomear 23 comissionados, pagos com verba mensal de cerca de R$ 60 mil, distribuída a critério de cada deputado.
A ''distribuição'' dos funcionários ocorreu porque, depois do recadastramento feito no mês passado, muitos desses servidores simplesmente não encontraram local para exercer suas funções. Segundo a Comunicação da AL não há um critério para a distribuição desses efetivos. Portanto, nesse caso, o que demonstra claramente é um desperdício de dinheiro público, com a realização de concursos e, posteriormente, com nomeações desnecessárias. Sem controle de custos e sem correr o risco de falência - como ocorre com a iniciativa privada - não há eficiência na gestão pública.
O período atual é de redução dos gastos governamentais. Critica-se muito o governo federal por excesso nas despesas, mas pouco se fala no âmbito estadual. É preciso adotar uma postura coerente e, principalmente de zelo com o dinheiro público. A AL precisa também de um choque de gestão. Implantar modelos da administração privada na gestão pública pode ser uma boa solução. O empresariado já mostrou eficiência. Mesmo com a alta carga tributária e trabalhista, infraestrutura deficitária - só para citar alguns problemas - a indústria nacional tem conseguido se manter competitiva e até aumentar suas exportações. Depois da moralização, é preciso investir em eficiência.

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