China: parceira ou concorrente
A visita da comitiva empresarial brasileira à China, chefiada pela presidente Dilma Rousseff, destaca a importância das relações comerciais entre os dois países. A China já é o principal parceiro comercial do Brasil e do Paraná, sobretudo nas exportações de commodities agrícolas. Os negócios bilaterais têm aumentado a uma média de 47,5% ao ano, atingindo US$ 56 bilhões no ano passado, contra US$ 9 bilhões registrados em 2004.
A China registra o maior crescimento econômico do mundo, com uma média de 10% ao ano. Também é um dos países mais populosos, com 1,3 bilhão de habitantes. Não é um mercado que pode ser desprezado, pelo contrário, os laços devem ser estreitados. No entanto, dados da balança comercial apontam que o Paraná e, consequentemente, todo o País exporta principalmente produtos agrícolas, enquanto as importações chinesas são na sua maioria produtos industrializados com maior valor agregado.
Exportações de commodities nacionais não têm como único destino a China. Basicamente a pauta brasileira é formada por produtos não industrializados. O País parece não ter se atentado de que a industrialização é uma das formas de desenvolvimento sustentável. Agregando valor a um produto geram-se empregos e renda à população e investimentos nos parques fabris.
Por enquanto, o ponto positivo é que a balança comercial ainda está favorável ao Brasil. No ano passado, a China exportou US$ 25.590 bilhões para o Brasil, enquanto os brasileiros venderam US$ 30.780 bilhões para os chineses. Prova que os produtos nacionais estão sendo bem aceitos. Os chineses têm incentivos governamentais para a produção e mão de obra mais barata, cenário contrário ao brasileiro. É certo que alguns grupos de trabalhadores ainda estão em subempregos, mas é fato também que o aumento da renda chinesa contribuiu para uma melhora da alimentação, com a inclusão de produtos lácteos e carnes.





