Trinta mil vozes entoaram cânticos de apoio ao Londrina, no último domingo, no Estádio do Café. Vestidos de azul e branco, os torcedores viveram um momento mágico, ímpar e nostálgico, que não teve um final feliz por intercessão do árbitro Felipe Gomes da Silva, responsável direto pela vitória e o consequente título do Coritiba.
O policial federal, que reside em Foz do Iguaçu e apita há somente seis meses pela Federação Paranaense de Futebol (FPF), teve uma atuação desastrosa. Deixou de assinalar três pênaltis em favor do LEC, um deles ainda mais decisivo por ter originado o gol curitibano no contra-ataque.
O carioca Felipe Gomes da Silva, com ou sem intenção, adiou o sonho dos torcedores do Tubarão em rever o time em uma decisão do Campeonato Estadual, algo que não ocorre há 21 anos, sem contar a antecipação de um calendário completo por conta da classificação à Série D do Campeonato Brasileiro. Além da questão desportiva, a ausência na final da competição significará um prejuízo milionário ao clube e sua gestora.
A FPF tem por obrigação punir severamente o mediador da partida. Essa esperada atitude, no entanto, não amenizará as mazelas trazidas pelo resultado final.
Além da punição, a entidade que comanda o futebol paranaense precisa rever seus conceitos na preparação de seus árbitros. Os erros do último domingo se somaram a outros registrados no Paranaense do ano passado, quando o LEC foi prejudicado nos dois embates com o Coritiba. O tricampeão paranaense conta com um elenco estrelado e não precisaria da ajuda dos árbitros para atingir seus objetivos. Mas, isso vem ocorrendo com certa frequência.
E, o LEC não é o único clube do interior a ser prejudicado em confrontos com o Trio de Ferro (formado por Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná Clube). Invariavelmente, os chamados pequenos sentem o peso de arbitragens tendenciosas. Neste mesmo campeonato, já ocorreram alguns casos, como o pênalti inexistente marcado em favor do Atlético diante do Nacional, em Rolândia, no último lance do jogo.
Se nada for feito para mudar esse quadro caótico, seria melhor que os times da capital disputassem um campeonato particular entre eles, enquanto os do interior participariam de outro torneio, como ocorria em décadas passadas.
Com a palavra o presidente da FPF, Hélio Cury.

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