Chefe da Casa Militar falta a depoimento
O chefe da Casa Militar, Luis Antônio Borges Vieira, não compareceu ontem para prestar depoimento na CPI da Telefonia. Vieira justificou sua ausência por causa da convocação feita à última hora pela Assembléia. Em carta enviada à presidência da CPI, Vieira disse que não havia tido tempo para preparar seu depoimento, mas garantiu que está à disposição dos deputados e que vai comparecer na data em que for convocado novamente.
Vieira é um dos principais envolvidos no escândalo dos grampos telefônicos e, de acordo com o cabo Jordão, tinha conhecimento do esquema de escuta telefônica ilegal no governo e em comitês de partidos políticos adversários do Palácio Iguaçu nas últimas eleições.
O envolvimento do chefe da Casa Militar no esquema de grampos e também do secretário-chefe de Gabinete do Governador, Gerson Guelmann, que será convocado pela CPI para depor na próxima semana, foi contestado ontem pelo Palácio Iguaçu. Em nota oficial, o governo garante que trata-se de um caso de polícia que deverá será tratado com seriedade e rigor.
De acordo com a nota, não existe a possibilidade de existirem grampos telefônicos nas linhas que atendem ao Palácio Iguaçu, conforme verificação técnica da operadora de telefonia Telepar Brasil Telecom. O texto diz ainda que o técnico em telefonia Gilberto Maria Gonçalves e os dois policiais militares, Luiz Antonio Jordão e Afrânio de Sá, foram exonerados. Gonçalves foi afastado das suas funções no Palácio Iguaçu, mas Afrânio de Sá foi transferido para o 17º Batalhão da Polícia Militar e Jordão está de férias até o dia 24 de maio.(R.H.)





