Curitiba Sim, há vida inteligente no cinema e teatro nacional e estadual. Pelo menos essa é a opinião dos quatro principais candidatos. Apesar de estacionar em opiniões unâmines, como a de que ''Central do Brasil'', de Walter Salles, é o filme que mais se destaca, e preferir não arriscar novidades e nem citar produções mais recentes (afinal ''Central do Brasil'' foi lançado em 1998), eles admitem a evolução das duas categorias e citam seus atores e diretores preferidos na tela e nos palcos do Brasil e do Paraná.
Numa análise da transformação do teatro e cinema brasileiro, o candidato petista Padre Roque diz acreditar que as categorias se tornaram ''bem melhores'' comparada ao que foi no passado. Apesar disso, complementa, ainda passa por dificuldades, como a falta de investimentos e de divulgação, carências que promete suprir se for eleito. Já no que diz respeito ao território paranaense, Padre Roque atribui o adjetivo ''batalhadora'' à classe artística.
Já para Roberto Requião, o cinema nacional passou por um processo de ''quase destruição'' que ele atribui à era Collor. Mas. na sua opinião, agora está se levantando. ''Eu acho interessante, estimulante essa ligação do cinema brasileiro, hoje, com a nossa realidade'', arrisca Requião. Para ele, ''essa referência à realidade pode levar o cinema nacional a uma outra fase, extremamente produtiva e qualitativa''.
Quanto ao Estado, Requião acredita que o Paraná teve (e tem) muito a contribuir para a produção nacional. Cita, por exemplo, o tio-avô e pioneiro do cinema paranaense Aníbal Requião como referência. Ele lembra ainda que o Estado exportou talentos como Ary Fontoura, Ranieri Gonzalez e Felipe Hirsch.
Mas essa evolução na cena teatral é questionada por Alvaro Dias. O candidato é categórico: ''O teatro é de bom nível, mas não apresenta grandes oscilações nos últimos tempos''. Para ele, a progressão fica por conta do cinema, que tem apresentado filmes nacionais como o já citado pela maioria.
Quanto ao cinema paranaense Alvaro cita que o Estado tem no cineasta Silvio Back sua maior referência, ''mas ainda não atingiu o nível de centros como São Paulo e Rio de Janeiro, ou mesmo Rio Grande do Sul, onde Gramado, mesmo sem produzir filmes, se destaca pelo seu festival, que é respeitado internacionalmente''. Alvaro talvez desconheça, por exemplo, que o mesmo festival que cita premiou com cinco kikitos duas produções paranaenses em sua última edição.
O destaque é lembrado por Beto Richa em sua análise. ''Eu vejo o teatro e o cinema paranaense com muito otimismo e orgulho'', resume citando os kikitos. Já para o cinema nacional, o candidato também salienta ''Central do Brasil'', mostrando inclinação semelhante aos outros candidatos entrevistados.

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