A semana termina com um cenário econômico ainda pior do que o registrado há algum tempo. Semana de recordes históricos na cotação do dólar, aumento do desemprego e previsão de retração no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,1% para 2,7%. Essa conjuntura de fatores é resultado da crise econômica que se arrasta desde o ano passado e da crise política, que parece se agravar a cada dia.
Essa estimativa do PIB faz parte do Relatório Trimestral de Inflação, elaborado pelo Banco Central (BC) e cujas previsões costumam ser mais "otimistas" do que as do mercado financeiro. Em documento apresentado, o BC afirma que houve melhora na produção agropecuária, mas setores como a indústria, construção civil, prestação de serviços e consumo das famílias devem registrar recuo. Já um termômetro do que vem ocorrendo durante todo o ano.
Os indicadores apontam que não há qualquer confiança no governo Dilma Rousseff (PT). Importante acrescentar que a atual presidente também tem se esforçado para produzir más notícias. Totalmente desgastada, sem credibilidade e sem articulação política está difícil criar uma "agenda positiva". É praticamente consenso que as medidas de ajuste são necessárias, mas como já defendido várias vezes neste espaço, a população e o empresariado não podem arcar com todo o ônus.
Mais uma vez, a presidente adiou o anúncio de reforma nos ministérios. A máquina administrativa precisa ser enxugada, cargos comissionados precisam ser cortados urgentemente, mas até agora não houve concordância com os partidos afetados. A falta de acordos volta a indicar o quanto a classe política está afastada dos interesses da população. Se o período é de sacrifício, todos têm que fazer a sua parte.
No entanto, é preciso que ocorra um esforço concentrado em prol do bem comum. A produção tanto de bens primários como de produtos de maior valor agregado têm que continuar, assim como as famílias têm que continuar consumindo. O período é de turbulências, mas é preciso encontrar soluções inovadoras e criativas.

mockup