Cenário econômico
Os primeiros dados da inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicam que os preços estão controlados. A projeção é que o custo dos alimentos deva cair mais, o que contribui para que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste mês (que é divulgado no início de agosto) tende a ficar mais baixo. Na prévia, o índice ficou em 0,17%. A taxa acumulada em 12 meses ficou em 6,51% - pouco acima do teto da meta estipulada de 6,5%.
No entanto, se há estimativa de um recuo nos preços neste mês, as projeções não são muito otimistas com relação ao segundo semestre. Isso porque o reajuste da tarifa de energia elétrica, que já impactou nas contas de junho, vai continuar pesando mais até o final do ano. Ontem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Copel a reajustar as tarifas em 23,89% para residências e 26,28% para indústrias. Os índices serão aplicados já neste mês com cobrança retroativa a junho. Além de pesar nas contas das famílias, esse aumento pode contribuir para uma elevação maior dos preços de produtos.
No entanto, o consumidor pode esperar um aumento maior dos chamados preços controlados (tarifas administradas pelos governos) para o próximo ano. Isso porque parte dos reajustes necessários foi adiada, uma vez que teremos eleições em poucos meses. Por esse motivo também não serão reajustados os preços dos combustíveis, pelo menos até as eleições.
Há tempos a economia vem dando sinais de que não vai bem. Os indicadores econômicos, frequentemente divulgados, mostram esse cenário. E, o pior, é que há risco palpável de recessão. Por isso, é importante que a sociedade pressione por mudanças na política econômica. Independentemente do candidato eleito presidente, a implantação de um novo projeto se faz urgente. É importante que sejam buscadas novas alternativas para que o Brasil volte a crescer.





