Embora nos Estados Unidos instituições privadas nunca cessaram a pesquisa com células-tronco embrionárias, agora é oficial. O presidente Barack Obama - cumprindo promessa de campanha - acaba de derrubar decisão do antecessor e autoriza gastos públicos com essa experiência científica. Ao ato da assinatura da ordem liberatória estavam presentes figuras exponenciais como a ex-primeira-dama Nancy Reagan, mulher do republicano Ronald Reagan, e o ator Michel Fox, que sofre do mal de Parkinson.
As comunidades médica e científica aplaudiram a medida, ao lado de protestos de grupos contrários, como o deputado federal republicano Christopher Smith, que reuniu um grupo de manifestantes defronte da Casa Branca, classificando Obama de ''presidente do aborto''. George Bush se alinhava a grupos religiosos ao impedir que dinheiro público fosse destinado a essa pesquisa.
Manuseio de células-tronco, assim como o aborto (mesmo que autorizado), a eutanásia, a clonagem de humanos e os produtos alimentares geneticamente modificados geram polêmicas. A Igreja Católica sobretudo, com 1,2 bilhão de fiéis, firma-se contra todas as práticas mencionadas. No caso das células-tronco embrionárias, embora elas possam curar doenças degenerativas pela recomposição de tecidos, há forte corrente que não aprova a prática por manipular a constituição celular do ser humano. O presidente norte-americano é contrário à clonagem de pessoas. Por estes dias um assunto polêmico é o da menina brasileira de 9 anos, grávida de gêmeos, que levou médicos a realizarem aborto. Com indiscutível razão, a humanidade mais consciente e a Igreja Católica são contrárias ao aborto, que é uma forma de eliminação da vida, mas os apologistas do que denominam ''liberdade da mulher'' o defendem, assim como os casos em que há intervenção médica abortiva considerados de risco para a mãe ou a criança. A eutanásia se insere no rol das opiniões divididas.
Quanto aos transgênicos, embora as apregoadas vantagens ambientais e econômicas, o mais forte argumento dos contrários é que a ciência pura ainda não deu sua palavra (quanto a eventuais danos ao consumidor). Na verdade, só houve até agora o experimento da tecnologia, que é apenas um braço da ciência. Os temas citados estão agitando o pensamento humano, pela sua complexidade, e ninguém pode dizer que tem uma resposta definitiva. Pisa em chão movediço quem afirma estar certo sobre essas questões.

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