Causas da reprovação
Os índices de reprovação dos alunos do Ensino Médio precisam ser analisados e entendidos. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação, apontam que a taxa de reprovação em Londrina foi de 17,3% no ano passado. O município está mal posicionado no ranking estadual em 92% do Paraná o desempenho dos estudantes superou o dos londrinenses.
O índice é ruim, mas justificado pelo Núcleo Regional de Educação como "reflexo da queda da evasão escolar nos últimos anos". Além disso, matriculados no período noturno estariam contribuindo para o aumento da taxa, uma vez que apresentam uma dificuldade maior de aprendizagem e muitas faltas. No entanto, reprovações na escola não são consenso entre educadores. Certamente, é fator de desmotivação para os envolvidos, mas um aluno que não consegue compreender o conteúdo pode atrapalhar o rendimento de toda a turma.
Talvez, o que precisa ser discutido é a qualidade da educação pública e privada. Na era da tecnologia, do mundo digital, talvez seja importante repensar a forma de ensino. É preciso criar novos métodos de estímulo à aprendizagem, com a criação de vínculos entre pais, alunos e corpo docente, discussão de valores e com o desenvolvimento do raciocínio lógico, crítico e analítico. Articular políticas educacionais com atividades culturais, esportivas e de lazer são fatores extremamente importantes e que podem engajar os estudantes.
Sobretudo, deve-se garantir o aprendizado do aluno, o que também não ocorre atualmente. E tudo isso passa também pela valorização dos professores. Além disso, é preciso desenvolver uma campanha para que a sociedade entenda o valor da educação. É importante repetir que somente com uma educação de qualidade e com investimentos pesados no setor é que o País se desenvolverá de forma sustentável.





