A Casa de Saúde Santa Maria, onde Cássia Eller foi atendida antes de morrer, entregou, ontem, à polícia todas as informações sobre o atendimento prestado à cantora, o que, segundo o Instituto Médico Legal (IML), ajudará a descobrir o que provocou as quatro paradas cardíacas que ela sofreu no dia 29 de dezembro. Análise das vísceras, sangue e urina de Cássia já descartou as hipóteses de overdose de drogas e choque anafilático pelo medicamento Plasil.
O advogado da clínica, Luiz Marcelo Lubanco, colocou em dúvida a capacidade técnica do IML de realizar o exame. ‘‘O IML tem que dizer o que causou a morte, não pode dizer que o laudo é inconclusivo. E tem que ter a humildade de assumir se não tiver condições tecnológicas para fazer o exame’’, disse. O laudo do IML contrasta com os depoimentos de amigos de Cássia à polícia. A hipótese de
exumar o corpo de Cássia foi novamente descartada ontempelo secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal. ‘‘Não há necessidade. Temos material suficiente se precisarmos de uma contraprova.
O documento entregue pela clínica detalha os remédios que foram ministrados à paciente, os horários em que ela entrou no hospital e sofreu as paradas cardiorrespiratórias, bem como esclarece perguntas feitas pela polícia acerca do que ocorreu com Cássia entre meio-dia e 19h05 do dia de sua morte. O empresário de Cássia, Ronaldo Vilas, disse que não haverá missa no Rio pelo 30º dia da morte da cantora.

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