Max Rosenmann
Sob as luzes do novo ano que já vivemos, todos nós brasileiros nos perguntamos, neste momento, o que pode o nosso País esperar para o futuro próximo. As vicissitudes do dia-a-dia muitas vezes não permitem que tenhamos o necessário distanciamento para visualizar a realidade. Prevalece muitas vezes, no senso comum, a idéia de que as dificuldades geralmente são maiores do que os avanços. Mas se olharmos mais atentamente, e com uma perspectiva menos imediatista, é possível perceber que apesar dos problemas, o Brasil caminha de forma inabalável e a passos largos para uma nova era de prosperidade.
Muitos devem estar se perguntando sobre as razões de tal aparente otimismo, e respondo que não se trata de nenhuma avaliação fantasiosa, mas sim num prognóstico realista baseado em fatos e números consolidados de nossa economia. Para chegar a esse resultado, basta analisarmos com um pouco mais de perspectiva a história recente do País.
Em 1994, quando o então ministro das Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso, foi chamado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Itamar Franco, a inflação brasileira era de 3.200% ao ano. No fim de 1999, ela estava pouco mais de 8%.
Muitos especialista previam uma queda de 6% no Produto Interno Bruto (PIB), no ano passado. O que acabou se verificando? Um crescimento de 1%, apesar da crise econômica mundial que assaltou o País logo no final de 1998 e no início de 1999.
Outros previam também que o Brasil seria totalmente abandonado pelos investidores internacionais. O que se verificou foi justamente o contrário. Pela primeira vez na história, o Brasil foi o país emergente que mais recebeu capitais de investimentos a longo prazo, num total de 28 bilhões de dólares. No cômputo geral, fomos o quarto país do mundo em atração de investimento, ficando atrás somente de países desenvolvidos como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Holanda. Batemos inclusive a China, que nesse mesmo período recebeu investimentos de 26 bilhões de dólares.
Os números revelam, portanto, um cenário bastante diferente das avaliações pessimistas que se tornaram corrente em alguns meios políticos interessados em pregar catastrofismo, com óbvios interesses eleitorais imediatos. Eles mostram, também, que valeu o esforço feito pelo governo federal, que na hora certa, e apesar do desgaste junto a opinião pública, não vacilou em tomar medidas duras e drásticas para evitar o mal maior quando a crise econômica atingiu o mundo inteiro em virtude de problemas financeiros na Ásia.
Além disso, reforçam as linhas gerais de trabalho traçadas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para os próximos anos, reforçam as perspectivas de um novo surto de crescimento econômico. Com a garantia da manutenção da estabilidade da moeda, e boa parte das reformas constitucionais encaminhadas, o País poderá retomar o investimento na área social, alavancando ainda o setor produtivo, e construindo as bases de uma nova sociedade, mais solidária e mais justa.