Casa de prostituição é fechada em Curitiba
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sábado, 05 de julho de 2003
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As casas de prostituição voltaram à pauta de discussões depois do fechamento de uma das mais antigas saunas da capital paranaense. Três pessoas foram presas na noite da última quarta-feira pela Polícia Civil do Paraná acusadas de favorecimento à prostituição, manutenção de casa comercial para a prática de prostituição e crime de rufianismo (apropriar-se de parte do dinheiro recebido por garotas de programa). Esses crimes estão previstos nos artigos 228 e 229 do Código Penal. De acordo com o delegado Luiz Antônio Zavattaro, titular da Divisão de Narcóticos (Dinarc), as prisões tiveram por base uma denúncia feita à Ouvidoria das Polícias Civil e Militar por uma mãe preocupada com a filha adolescente que estava morrendo de Aids.
Na carta, a mãe contava que a filha tinha começado a consumir drogas dentro do estabelecimento. ''Infiltrei pessoas lá dentro para saber se a denúncia era verdadeira. Elas não conseguiram constatar nada. Foi aí que pedi um mandado de busca e apreensão'', afirmou o divisional.
Dois oficiais de Justiça acompanharam os policiais até o local. Apesar de não constatarem o uso de entorpecentes, foi detectado que o estabelecimento funcionava como casa de prostituição. ''Não podíamos fechar os olhos para o crime que estava ocorrendo no local. Seria crime de prevaricação'', destacou o delegado. O dono do estabelecimento foi preso e autuado em flagrante. A gerente e a caixa da sauna também foram presas. Eles foram recolhidos na cadeia da Delegacia de Antitóxicos depois da lavratura do flagrante na Central Integrada de Polícia.
Cerca de 40 prostitutas que estavam trabalhando na sauna, com idades entre 19 e 25 anos, foram encaminhadas para a delegacia para serem ouvidas no inquérito criminal. Elas confirmaram que trabalhavam como profissionais do sexo e cobravam R$ 110 por programa. As prostitutas recebiam R$ 70 e repassavam outros R$ 40 para os proprietários da sauna.


