CARTAS
Zerinho a zero
Estava praticamente correndo na mais perfeita ordem a reforma do Zerinho, projeto de revitalização, derrubar uma meia dúzia de árvores já condenadas pelo tempo, academia ao ar livre, limpeza geral, dar vida àquele local esquecido, fedido e perigoso, abrir a Rua Piauí para valorizar um pouco mais o comércio daquela região, enfim, dar uma incrementada geral no Centro da cidade para deixá-lo mais moderno. Mas infelizmente essas ONGs parecem ter mais força do que a própria administração pública. Então, fica assim, por que eles mesmos não assumem este bosque e mostram outra ideia, mais sensata? Desde que não seja deixar como está.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) - Londrina
Memórias
Muito louvável a reportagem ''Patrimônio preservado'' (Folha2, 15/02), da jornalista Ana Paula Nascimento. É uma matéria que nos conforta diante da perda de um pedaço da nossa história. Ver o Teatro Ouro Verde em chamas é uma cena que jamais gostaria de ter visto. Eu amo preservar a história, guardo inúmeros arquivos e adoro que as novas gerações vejam como foi o passado. Sou uma pessoa que ama a cultura, que tem inúmeras lembranças daquele lugar, até os Titãs, minha banda preferida, tive o privilégio de ver ali. Além disso, sou o pipoqueiro citado na reportagem. Junto com minha mãe, passamos praticamente o ano todo ali por mais de 20 anos, em todos os eventos que ali aconteciam, conhecendo pessoas de várias partes do mundo. É muito triste ver desde crianças até pessoas de mais idade chorando essa perda, mas ao mesmo tempo nos confortamos ao ver o esforço de todos para que a memória jamais se apague e que as cortinas não se fechem jamais.
SÉRGIO ADRIANO GUISLÉRI (vendedor) - Londrina
Caso Lindemberg
Determinados fatos nos causam náuseas e indignação. Proferida a sentença da condenação (98 anos de prisão) para os crimes torpes e premeditados cometidos por Lindemberg Alves Fernandes, aparecem diversos juristas afirmando que a pena foi extremamente exagerada e até aconselhando a arrogante advogada do condenado a impetrar recurso diante da pena aplicada. Será que esses ''estudiosos jurídicos'' teriam a mesma opinião caso as vítimas, principalmente Eloá, pertencessem às suas famílias?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (funcionário público) - Cambé
Repensar Londrina
A coluna de Oswaldo Militão de sexta-feira informa que foi inaugurada mais uma indústria no município vizinho de Ibiporã. Acreditem, esta noticia mexeu comigo. Nós, londrinenses, estamos perdendo indústrias para as cidades vizinhas. Isso vem ocorrendo há mais de 30 anos. Isso até é salutar, mas, vejam bem, estes empresários vão usar o Aeroporto de Londrina, a hotelaria da cidade, os restaurantes, moradia (se alguns tiverem filhos em idade universitária). Enfim, por que é que perdemos a oportunidade de essas empresas virem a ser instaladas em nossa cidade? Vamos acordar e repensar Londrina.
MILTON FERNANDO NIGRO SIMÕES (comerciante/agropecuarista) - Londrina
Ficha Limpa
Ufa! Até que enfim o Supremo Tribunal Federal agiu de forma incensurável ao determinar que políticos com condenação de colegiado, ou que renunciaram a seus cargos, não podem mais participar da eleição deste ano. Vamos pensar: não seria o momento da comunidade brasileira, que está cansada de ver tantos desatinos dos políticos, incrementar esta decisão, ou seja, políticos que estão sendo processados (sem decisão final) também estariam, sob a ótica do povo, inelegíveis? Vamos ainda votar em pessoas que não sejam ''políticos de carteirinha'', para ver se nossos destinos podem melhorar.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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