Acesf
A Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), uma das minas de ouro da administração municipal, aumentou o preço de seus produtos e serviços em cerca de 16% neste início de ano. Como se não bastassem os serviços oferecidos por essa autarquia serem os mais caros entre as instituições da mesma categoria em todo o País, inclusive entre as funerárias particulares, vem aí mais um aumento, para prolongar o sofrimento das famílias enlutadas que precisarem de seus serviços, sem que possam ter muita opção, pois é monopólio da Acesf a prestação do serviço funerário em todo o município de Londrina. Apenas aqueles que têm plano funerário conseguem livrar-se da ''punhalada''. Mesmo assim, geralmente os planos não cobrem algumas despesas como, por exemplo, a taxa absurda de cerca de R$ 170 que a autarquia cobra para transportar um corpo de qualquer hospital dentro da cidade para sua central na avenida JK. Sem dúvida, a lei que municipalizou o serviço funerário em Londrina foi um dos mais lucrativos negócios que a prefeitura já realizou.
RICARDO GARCIA (aeronauta) - Londrina
Carnaval
Não tenho nada contra os foliões e o Carnaval em si, mas seria menos pior transferir esse evento para o início de janeiro, no embalo das festividades de Ano Novo, visto tratar-se de um período de praticamente inatividade total. Dessa forma, estaríamos ''matando'' o inútil e o desnecessário numa ''paulada'' só.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (funcionário público) - Cambé
Brasil varonil
Estamos a dois anos da Copa do Mundo e a quatro das Olimpíadas, o povo feliz, os governantes mais ainda, porque o mundo estará com os olhos voltados para nós e seremos reconhecidos como uma nação grande. Será? Pergunto: como pode um país com tantas greves, com esse salário tão baixo pago aos nossos policiais e bombeiros, um transporte público sucateado, bem como os aeroportos, esses que, como o governo não tem competência para administrar, está vendendo, um País com deficit habitacional alto, sem médicos, mergulhado em um lamaçal de corrupção, com uma carga tributária altíssima, um país burocrático. Como um país desse poderá sediar tais competições? Se há tanto dinheiro nos cofres públicos para construção de estádios e infraestrutura, por que não começam a construir mais hospitais, casas, escolas, e a pagar salários dignos àqueles que nos protegem?
EVANDRO MANOEL RODRIGUES (empresário contábil) - Cambé
Folclore brasileiro
Após o descobrimento, alguns Estados brasileiros foram mais cedo criados e explorados, por isso guardam particularidades interessantes. Minas, Bahia e São Paulo são especialistas em criarem ditados e provérbios. Alguns destes ficaram famosos e entraram para o folclore brasileiro e, por tão eloquentes e convincentes que são, foram adaptados por nossos políticos como modelo de atuação e perpetuação. O PT, que em décadas passadas nos orgulhava, por sua oposição firme decisiva, fez com que tomássemos esta decisão de fazer uma experiência nova. Deu no que deu! E o ditado ''quem nunca comeu melado quando come se lambuza'' caiu como uma luva. Outro ditado muito usado em Minas é ''porco magro pega a espiga melhor''! Infelizmente, os companheiros do PT estão engordando rapidamente, contrariando os exemplos dados nos tempos das greves do ABC. ''Urubu quando está com azar, até o debaixo 'defeca' no de cima''. E nós, ''povinho'', estamos fazendo o papel do urubu de cima. Se a morte é um descanso, preferimos viver cansados, mas esperançosos de que um dia a casa cairá. Só assim viveremos felizes para sempre.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador de empresas) - Londrina

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