CARTAS
Caixa preta
Seria trágica se não fosse cômica a declaração do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Manoel Alberto Rebelo dos Santos, de que a falta de juízes no Estado explica o pagamento de salários de até R$ 150 mil, acima do teto de R$ 24.117,62. O desembargador ainda afirmou que os magistrados têm de acumular trabalho e por essa razão recebem verbas extras. Por que não se pensa em realizar concursos no TJ-RJ, quando há 185 cargos vagos e milhares de candidatos aguardando uma vaga? Será o medo de ter de dividir as verbas extras? Bem se vê que cada um faz o que quer em sua aldeia. Certamente, o mesmo ocorre nos demais TJs do país. A caixa preta do Judiciário nada deixa a desejar às do Legislativo e do Executivo. Socorro!
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo
ONU imparcial
Todas as nações do mundo precisam de uma entidade mundial que aja com justiça e extrema imparcialidade ideológica, de crença e poder econômico. A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada para este fim. Porém, seus atos estão denunciando parcialidade ideológica: por que a cobrança sobre os Estados Unidos referente a Guantánamo, sendo que até hoje nunca vi interferência em defesa dos direitos humanos violados por Cuba, Irã, Palestina, Coreia do Norte e, atualmente, até a Síria, impondo uma brutalidade mortal ao seu próprio povo? O mundo precisa, sim, de uma ONU imparcial, e que haja com rigor contra todos que desrespeitarem os direitos humanos. Agindo com parcialidade, seu fim será fechar as portas ou não ser respeitada por ninguém.
BENONE AUGUSTO DE PAIVA (contador) - São Paulo
Injustiça
O Brasil é dividido em dois países: o dos políticos, alguns membros do poder Judiciário, os tais cargos de confiança em todas as esferas, com salários astronômicos; e o Brasilzinho dos aposentados, empregados do comércio, indústria etc, com salários de miséria. Um desembargador no Rio de Janeiro ganhar R$ 600 mil por mês é uma afronta à sociedade. Agora compreendo as revoluções do passado. Se continuar nesse ritmo, o Brasil não estará longe de um futuro sombrio.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina
Talão cheio
No último dia 22, foram realizadas provas do vestibular na Unopar, na Zona Sul. Com o grande contingente de candidatos, obviamente no local não existia estacionamento suficiente para acomodar todos os automóveis e motos. Pudemos observar um policial de trânsito multando todos que estavam estacionado nas vias imediatas, mesmo sendo um domingo de manhã, onde não havia qualquer tumulto ou dano ao sistema viário. Assim fica fácil arrecadar. Esse fato indica uma falta de bom senso da Companhia de Trânsito e outras autoridades, que não oferecem alternativas (de estacionamento) em grandes eventos. É lamentável!
LUIZ FERNANDO BRAVO (empresário) - Londrina
Em busca de um governo
O interior do Paraná tem infraestrutura para receber novas fábricas, visto que técnicas e conhecimentos usados nos chamados ''grandes centros'' existem aqui também. Por isso, fica fácil um governador promover o desenvolvimento de Londrina, Maringá, Cascavel... O problema é que todos que já governaram o Paraná sempre voltaram os olhos para Curitiba e região metropolitana, pois o maior colégio eleitoral se encontra na Capital. E nessa hora esquecem da segunda colocada em eleitores do Paraná, Londrina. Londrina com infraestrutura elegeu governadores, só que governadores sem infraestrutura não fizeram nada por Londrina!
MILTON DE OLIVEIRA RUÍZ (gerente de pós venda) - Londrina
Errata
■ A foto publicada na capa da FOLHA da edição de sexta-feira (27/01) é de fusili com camarão e pesto.
■ As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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