CARTAS
Universidade virou praia?
Outro dia fiquei observando os trajes dos estudantes da UEL. As meninas com shorts curtíssimos, os meninos de bermuda, e todos calçando chinelos. Apesar de a marca de chinelos Havaianas pregar nas suas campanhas publicitárias que se pode usar o chinelo em qualquer ocasião, há que se ter senso crítico. Chinelos continuam sendo aquilo que se usa em casa, na praia ou no clube. E os shorts e bermudas? Mesma coisa! Entendo que em Londrina faça calor, mas é preciso ensinar e exigir dos jovens que se vistam de acordo com seu ambiente de trabalho, no caso, a universidade. Se os alunos assistem às aulas de chinelos, é muito provável que no meio da aula fiquem descalços, inclusive sem o notar. E se sentem de forma mais relaxada, esticando as pernas, por exemplo.
Os estudantes não podem enxergar a universidade como um local em que vão passar um tempo, mas como um trabalho, que lhes exige seriedade e comprometimento. Aos professores universitários sugiro que cobrem dos alunos o uso de indumentárias adequadas ao ambiente acadêmico, pois aposto que apenas por estarem melhor vestidos (e talvez sofrendo um pouquinho com o calor) os pupilos passarão a levar a universidade mais a sério.
ISABELA DE ARRUDA CAMPOS BACCARIN (bacharel em Direito) - Londrina
Perdemos outra vez
Depois da imagem negativa da cidade com a tumultuada prova da Stock Car, Londrina perdeu mais um evento esportivo importante, a GT-3 Brasil foi para o (RS). Para o presidente da Fundação de Esportes, a prova não tinha sido oficializada. Mas no site oficial do evento estava confirmada desde o começo do ano. Segundo a FEL, com a chuva que caiu não daria mesmo para terminar reparos na pista. Alguns dias sem sol e menos de 100 milímetros de chuva, já foram suficientes para desculpas. A GT-3 Brasil, é dividida em 3 categorias. Entre motos e carros são aproximadamente 50 pilotos mais chefes de equipes, mecânicos e familiares, chegam perto de 300 pessoas, que vão deixar de se hospedar, comer, comprar em nossa cidade, sem contar com os fãs de automobilismo que moram na região e estariam aqui no dia da prova. O engraçado é que Campo Grande teve o mesmo problema, a prova tinha sido cancelada, mas lá, reverteram a situação, provando competência para realizar o evento. Aqui, não se preocuparam muito, mesmo depois de todo gasto que tiveram para reforma do autódromo.
RONI OLIVEIRA (supervisor de transmissão) - Londrina
'Queijo suíço'
O asfalto das ruas de Londrina está acabando. Qualquer chuva transforma as ruas num ''queijo suíço''. Interessante é que nunca ninguém do Executivo e do Legislativo teve a sensatez de avaliar esses motivos. Essa inércia representa omissão ou falta de interesse? Não podemos aceitar isso. Entendemos que os motivos do ''queijo suíço'' das ruas têm origem na falta de uma aceitação que efetivamente comprove que o asfalto cotado foi efetivamente executado, no que se refere aos materiais e a qualidade dos serviços; na falta de qualidade na aceitação pelo Município dos serviços de recomposição do asfalto após serviços realizados pelas empresas de telefonia, energia, saneamento, etc, que normalmente não compactam adequadamente o solo, além de caminhões que trafegam com excesso de peso. Todas essas situações provocam o ''queijo suíço'' e novos gastos para o munícipe com a contratação dos serviços de reparos nas ruas da nossa cidade.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Legislação penal
Com relação à matéria ''Senador propõe projeto que obriga presos a trabalharem e endurece pena'' (Política, 12/10), até que enfim alguma coisa lúcida vinda da classe política. É uma ótima ideia, porém tenho minhas dúvidas se isso será bem visto pelos ''companheiros'', normalmente, movidos por interesses alheios à vontade popular.
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) - Londrina
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