CARTAS
'Lei da Muralha'
Como associado há mais de 20 anos da Acil, acredito que a atual diretoria deveria ter uma posição muito mais firme e contrária à ''Lei da Muralha'', imposta pela administração municipal, por dois motivos: a ''Lei da Muralha'' é 100% inconstitucional, pois cria uma reserva de mercado que é contrária aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência (art. 170 da Constituição Federal e art. 139 da Constituição do Paraná); e acima de tudo pela imoralidade de contemplar um pequeno grupo de ''empresários'' estabelecidos na cidade. Achei ridícula e inoportuna a posição da direção da Acil em propor uma redução da ''Lei da Muralha'' em 20%. Sugiro uma pesquisa urgente com seus associados para saber a posição real da Acil em relação a este tema, pois certamente se pusermos as empresas ''beneficiadas'' com a ''Lei da Muralha'' novamente na mesa de negociação e não tivermos um posicionamento firme em relação ao tema, surgirão novas propostas absurdas como esta. Já havia sido contrário em 2004 e me posicionei oficialmente, quando a direção da Acil na administração 2002/04 fez campanha contrária à vinda do Wall Mart, alegando que o local escolhido era inadequado. Esse posicionamento da Acil acabou dando apoio e o incentivo necessário para a criação de ''monstros'' como a ''Lei da Muralha'' criada em 2005 pelo petista Nedson Micheleti (Lei 9.689/2005). A Acil deveria lutar pela livre iniciativa, pelos associados e pelos empreendedores.
SILVIO LINUS LOPES (empresário) - Londrina
'Boate Nishinomiya'
A Praça Nishinomiya continua a mesma. No feriado do dia 12/10, ela se transformou em boate a céu aberto entre o fim da tarde e noite. A regra é sempre a mesma: seja feriado ou domingo, quanto pior a qualidade musical, mais alto o volume no som do carro, que beira o insuportável. A velocidade de vários veículos também é inversa ao extremo em relação à calmaria das crianças que brincam nas calçadas que circundam a praça. Seria a potência do som ou do nível de aceleração do veículo um meio de compensação da impotência sexual do condutor? Ou seria essa uma forma justa de medir o nível de maturidade emocional e intelectual do cidadão? Acredito ser um caminho válido para essa avaliação. Contudo, enquanto não encontramos essas respostas de forma objetiva, continuemos falando de extremos ao oposto. Agora no que tange à fiscalização e punição: quanto maior é o conhecimento da população e a conivência com esse absurdo, menor também parece ser a ação da Polícia Militar e da Secretaria de Defesa Social de Londrina multando e apreendendo. Onde vocês estão? Só dar uma ''passadinha'' e ir embora não resolve.
KARL GUSTAV ELLWEIN (analista contábil) - Londrina
Fechamento do Jardim Botânico
Várias vezes fui ao Jardim Botânico de Londrina e está sempre fechado. No feriado do dia 12 fui com meu irmão e sobrinhos até lá a fim de ver algo bonito e diferente, mas encontrei pessoas com crianças de várias cidades como Rolândia, Ibiporã e o parque estava novamente fechado. Será que não terminam a obra nunca? Será que não poderiam deixar a parte que está pronta aberta para visita do público? Tem uma ''baita'' placa de propaganda na rodovia para visitar o Jardim Botânico e ele está fechado? É um lugar tão bonito e gostoso de passear e levar as crianças, mas infelizmente não podemos desfrutar desse espaço. Será que alguém pode dar uma explicação para esse fechamento?
AMORITA CORRÊA RAPHAEL (promotora de eventos) - Londrina
Valores morais
Há um ditado no Brasil que diz que todo político é ladrão. Aqueles que não o são devem provar serem honestos. Esse dito está se estendendo para outros poderes. Parte da população já está tendo mais medo de polícia do que o do próprio bandido, pois já se conhece as regras do jogo. Para piorar mais essa relação com os Três Poderes, indivíduos de bem devem provar a todo momento que são honestos, obviamente menos os criminosos. Que inversão de valores inimaginável.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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