CARTAS
Greves
É claro que dada a desigualdade de forças, entre o capital e o trabalho, a única forma de obter algo dos direitos dos trabalhadores é a greve. Tudo bem, é um direito, até legal. E nós, os prejudicados, com isso? Ganhamos obrigações? Nós, que não temos nada a ver com isso, pagamos o pato. Quantos prejuízos, quantos inconvenientes para a população toda devido aos bancos estarem fechados? Ninguém se ocupa disso? Lamento muito que não haja ninguém capaz de fazer um lei que dê o equilíbrio das forças em jogo. Não tem, sequer, quem proteste contra esse desrespeito para com toda a população. Isso tudo resulta da injustiça que o homem (o mais forte) faz com o seu semelhante. Foi isso que deu origem ao chamado socialismo de Marx, que mesmo tendo passado pela estupidez do comunismo, nada conseguiu, até agora. Se os bancos têm, com o beneplácito do governo, o direito de explorar todo o resto da população, só resta mesmo essa estupidez da greve, sem medida. Espero que o Criador se lembre de passar a produzir gente digna desse nome para que as coisas sejam melhores no futuro. O que digo aqui, aplica-se ''mutatis mutandis'' à greve dos Correios.
ABEL AGAPITO DE FREITAS (engenheiro agrônomo) - Londrina
UEL e sua função social
Em meio à crise da Saúde no País, bem como a crise entre a OAB e faculdades de Direito, não entendo o quadro de vagas e de candidatos por vaga publicado pela Universidade Estadual de Londrina para o vestibular de 2012. Numa sociedade carente de médicos, existem somente 80 vagas para o curso de Medicina, com mais de 6 mil candidatos, em média 90 candidatos por vaga, enquanto existem 240 vagas para o curso de Direito, com aproximadamente 3,5 mil candidatos. Sempre imaginei que o governo, com a arrecadação dos tributos que pagamos, utilizando-se de princípios do interesse público, dentre eles o da subsidiariedade e solidariedade, traçaria as políticas públicas visando o bem comum. No entanto, parece o contrário, pois enquanto a OAB reclama da enorme quantidade de formandos em Direito e mal qualificados para o exercício da advocacia, vemos o povo morrendo nas portas dos hospitais por falta de médicos. Conclamo a sociedade a passar debater e participar efetivamente da política pública de criação de vagas nas universidades, a fim de que sejam criadas aquelas das quais a sociedade mais carece e na quantidade necessária.
GERSON MACHADO (servidor público) - Londrina
Laboratório de Medicamentos
Como ex-aluna da UEL sinto orgulho de ver a universidade chegar à idade de uma senhora. Muitas conquistas e honras, mas ainda me salta aos olhos a tristeza de ver o Laboratório de Produção de Medicamentos desativado e o prédio da equipe atacadista próximo ao Shopping Catuaí totalmente abandonado. Uma pena. Quem sabe no próximo ano poderemos aumentar as comemorações com mais ações e menos rojões.
MARIA PAULA FIENRETTI (servidora pública) - Cambé
Preciosas palavras
Clara, límpida e preciosa o artigo ''As muitas formas de dízimo'' do jornalista Walmor Macarini (Espaço Aberto, 13/10). De maneira simples, desfaz tabus que algumas ''organizações religiosas'' se empenham em resguardar. Lendo o artigo lembrei-me da discussão interminável de dois amigos, agricultores de médio porte, onde um era orientado pelo seu líder espiritual a doar 10% do produto de sua safra e o outro discordava argumentando que o percentual deveria ser só do lucro. Concluindo, lembro o adágio popular: ''Pior cego é aquele que não quer ver''.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina





