CARTAS
Desfibrilador no futebol
Nos últimos anos, o futebol de Londrina respirava por aparelhos. Seguidas más administrações, contratações de jogadores de nível quase amador, brigas com a Federação Paranaense por liberação de estádios, enfim, uma verdadeira desordem que levaram à quase extinção de times tradicionais. Porém, desde o início do ano, os times que estavam na UTI receberam um choque que lhe deram sobrevida. O Londrina foi campeão da divisão de acesso com um futebol de primeira, reformulou o jeito de tratar com o futebol, diretoria séria, divisão de base de qualidade, excelente estrutura que se refletiu em campo. O Cincão Esporte Clube surgiu bem, é um time estruturado, com gente que sabe mexer no futebol e vai bem no seu grupo na Terceirona Paranaense. Ainda temos o Junior Team e o PSTC dividindo a liderança do mesmo grupo do Cincão, mostrando além do bom futebol, essa tal estrutura e conhecimento dos dirigentes que até pouco tempo parecia impossível de termos. O desfibrilador deu certo, espero e creio que não precise ser usado novamente. Avante futebol londrinense.
RAFAEL MORIENTES (estudante de Jornalismo) - Londrina
Ameaça da dengue
Com relação à matéria ''Dengue volta a preocupar Londrina'' (Folha Cidades, 06/10), a dengue é uma doença de todas as estações, ou seja, ela circula 12 meses ao ano. No entanto, dependendo da estação, por exemplo no verão, ela é mais crítica, e é aí que devemos ter cuidados redobrados. Não basta as autoridades sanitárias atuarem se a população não colaborar, pois a dengue mata. Gestos simples como não deixar água parada, lixo a céu aberto, que podem muito bem casar com a educação sanitária prestada pelos agentes de endemias.
ÁLVARO ALVES PEREIRA (servidor público) - Londrina
Poder Judiciário
Estou desapontado com o comportamento de alguns dos ilustres membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Até há muito pouco tempo, as decisões daquele poder contemplavam integralmente os anseios do brasileiro, uma vez que os julgadores faziam jus à confiança da sociedade pelo notório saber jurídico. Entretanto, alguns julgadores vêm maculando a toga que envergam. Como aceitar, passivamente, a famigerada e indigesta decisão ''reconhecendo'' a união homoafetiva? Como explicar à comunidade internacional, a libertação do terrorista Cesare Batisti? Isso para citar apenas alguns exemplos. Justiça se faça, literalmente, ao reconhecer que ditas decisões foram tomadas com amparo na legislação e/ou nas leis vigentes. Porém, por que não invocar a ''sábia sentença'' do imortal estadista brasileiro Getúlio Vargas: ''Lei, ora lei!''
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (aposentado) - Fênix
Taxa de juros
Eu gostaria de entender o pronunciamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega: ''Quanto à taxa de juros ideal para o país, deveria ser semelhante a de outros países emergentes, com taxa real em torno de 2% a 3%, mas que não se pode atingir esse patamar de uma hora para outra''. Tenho para mim que nós já atingimos esse nível, ou então vejamos: (11% x 85% = 9,35% - 7,40% = 1,95%) taxa selic (-) desconto do imposto de renda (-) a taxa de inflação, é igual a taxa de juro real, ou seja 1,95%.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
A busca por Deus
Impressiona a tamanha procura por Deus nos dias atuais. Igrejas lotadas, louvores ao senhor, dedicação total e quase exclusiva a ler e interpretar por horas as palavras do Senhor, procurando de forma egoísta e por estar ao lado Dele um dia. Será que não erramos ao achar que só isso basta para contentá-lo? Erramos de certa forma e muito, pois além disso o que mais fazemos uns pelos outros? Esse é o ponto! Creio que o caminho mais correto e justo seja a bondade e doação ao próximo (somos irmãos) todos os dias de nossas vidas ininterruptamente. ''Amai uns aos outros como eu vos amei'', disse Jesus. O que você fez ontem, hoje e fará amanhã pelo teu próximo?
JEAN CARLO LOPES VIEIRA (farmacêutico) - Jaguapitã





