CARTAS
Londrina caminhando para trás
Não é possível que em uma cidade do porte da nossa ainda haja interesses particulares que vão contra o desenvolvimento dela. Essa ''Lei da Muralha'' serve como escudo de proteção para alguns, pelo menos é o que parece. Londrina, acorda, não podemos permitir que nossa cidade seja comandada dessa maneira. Essa lei confronta diretamente nossa Constituição, pois lá é bem claro que todos têm direito a trabalho, sem falar do livre comércio. Existem vários grupos grandes querendo se instalar na cidade, mas estão esbarrando nessa lei absurda. Será que estão pensando na cidade ou em benefícios particulares? O que não pode é a cidade andar para trás. Uma cidade com geração constante de emprego, gera renda, com isso, aumenta a arrecadação, por sua vez aumenta os investimentos em áreas básicas e essenciais da cidade e, por fim, gera desenvolvimento para todos. Poderia haver uma nova audiência pública para discussão dessa lei, cujo nome mais apropriado deveria ser ''Lei da Marcha Ré do Desenvolvimento''. Enquanto outras cidades do porte da nossa estão subindo nos gráficos, Londrina está em queda livre em matéria de desenvolvimento. É hora da sociedade civil organizada cobrar das autoridades o desenvolvimento da cidade.
ROGERIO RODRIGUES DA SILVA (empresário) - Londrina
Que país é este?
Ninguém deveria ignorar que um dos maiores tormentos do cidadão brasileiro é a péssima qualidade de praticamente tudo que leva a mão do Estado: saúde, educação, segurança, transporte, entre muitos outros. No Brasil, serviços básicos como energia elétrica, telefonia fixa e móvel e internet estão entre os piores do mundo. A velocidade média da internet brasileira é pior do que a de países como Haiti e Nigéria. Pagamos tarifas de luz e telefone que estão entre as mais caras do mundo. Não temos o que comentar sobre saúde e segurança. O espaço total desta FOLHA não seria o suficiente para traduzir o estado caótico no qual estes serviços básicos se encontram. Na educação o Brasil também é um exemplo a não ser seguido. Cada governo contribui de uma forma para tornar o ensino cada vez pior. Educadores criaram o termo ''analfabeto funcional'' para dar nome àqueles que se formam em instituições de ensino superior incapazes de interpretar um simples texto. O cidadão sempre fica em segundo plano, exceto no papel de contribuinte. Aí sim o governo se mostra especialista em extorquir o povo. Apenas neste ano já repassamos mais de R$ 1 trilhão aos cofres públicos. Independentemente de partidos políticos ou condição social, o cidadão precisa entender - urgentemente - que o Estado é ineficiente quando se trata de cuidar dos filhos da nação.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Revitalização no trânsito
Gostaria de saber dos órgãos responsáveis, por que tantas vidas estão sendo ceifadas no trânsito? Ouço falar que falta educação, sempre faltou, mas, nunca vimos tantas mortes. A revitalização no trânsito parece ser um bom projeto desde que os órgãos competentes incluam moradores, pedestres, comerciantes, motoristas e passageiros para um bom convívio e seguissem todas as etapas da elaboração como: planejar, projetar e regulamentar para depois operar. Ao que parece operam primeiro expondo a população em um jogo desleal, ou seja, a lei que impera é a do mais forte.
IVETE DE OLIVEIRA (professora) - Londrina
Amontoados
Presos vivem amontoados em delegacias, cadeias e penitenciárias. Doentes e acidentados amontoados pedem socorro nas portarias de postos de saúde e hospitais públicos. Dependentes químicos (do crack principalmente) ficam amontoados nas vielas, mocós e praças. Crianças se prostituem nas ruas e guetos, com anuência de seus pais. Garimpeiros se amontoam nos lixões. Em contrapartida, vemos ''amontoados'' de verbas desviados de seus destinos que, se não o fossem, dariam para atender com dignidade a saúde, educação, construção e manutenção de estradas, etc. Esses e outros amontoados estão espalhados pelo país afora. Sem contar com o amontoado de processos contra autoridades e políticos que estão concentrados no Tribunal Superior Eleitoral e Supremo Tribunal Federal aguardando o decurso de prazo de validade.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina





