CARTAS
Grampos e isonomia
É estranho o modo como agem os operadores da Justiça em nosso país. Essa semana uma babá paulista teve a prisão preventiva decretada pelo crime de tortura. A prisão ocorreu após a mãe da criança que ela cuidava apresentar à polícia gravações da referida babá agredindo seu filho de 1,8 ano. Nada mais correto. No entanto, em 2008, a Polícia Federal conseguiu, através de gravações autorizadas pela Justiça, provas de que a família Sarney estava envolvida em diversos crimes como formação de quadrilha, falsidade ideológica, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro, nepotismo e afins. Há uns 15 dias, nosso querido Superior Tribunal de Justiça anulou todas essas provas, alegando que as autorizações para as gravações foram ilegais. Não há uma discrepância nos valores? Gravações feitas sem autorização da Justiça são suficientes para manter presa uma babá em São Paulo, enquanto gravações com autorização judicial não podem sequer ser levadas em consideração quando se trata da família Sarney. Onde está a isonomia?
JULIANO AMARO (servidor público) - Rolândia
Multas de trânsito
A propósito da matéria ''Para OAB, havia 'indústria da multa''' (Política, 26/09), se atentarmos bem para o trânsito em Londrina veremos que se realmente os órgãos competentes fiscalizassem, o número de multas emitidas seria muito maior. Exemplos não faltam. O número de motoristas que não respeitam a lei do silêncio na cidade é altíssimo. Inúmeros motoristas falam ao telefone celular estando ao volante. É incontável também o número de veículos que não respeitam a sinalização (como na esquina da João Cândido com Benjamin Constant). É alarmante ainda o número de veículos que excedem em mais de 30% o limite de velocidade. É incontável também o número de motociclistas que não respeitam pedestres e os sinais de trânsito. Bem como é alto o número de mortes provocado por acidentes de trânsito. Escrevo como pedestre que anda pela cidade e vê tais fatos. Interessante mesmo é que todos os motoristas conhecem as leis e não se atentam a elas porque não querem. Graças a Deus, a grande maioria dos motoristas obedece rigorosamente às leis. Ainda bem!
RONALDO GERARD (autônomo) - Londrina
Deficit ou superavit da Previdência?
Gostaria de esclarecer o leitor Emerson Costa Lemes (Cartas, 29/09) que o superavit da Previdência Social não é novidade para quem lida com a causa dos aposentados e pensionistas, como a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Londrina (Asapel) e a Federação dos Aposentados e Pensionistas do Paraná (Feappar). Temos acesso aos estudos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Anfip) há muito tempo e também sabemos que o governo federal insiste em declarar o ''deficit da Previdência'' porque utiliza o superavit da mesma como forma de suprir necessidades financeiras de outros ministérios que apresentam problemas em suas ações. Este é o interesse fundamental do governo.
NINA CARDOSO (secretária da Feappar) - Londrina
'Autódromo Jamil Scaff'!
Já está na hora de alguém que manda nesta cidade tomar providências com relação à velocidade que carros, motos e caminhões desenvolvem na Avenida Jamil Scaff, na Zona Leste, que virou pista de corrida. Da rotatória da Rua Mituo Morita até a Avenida Máximo Peres Garcia, a velocidade fica muito acima do limite máximo de 50 km/h permitido. Antes que aconteça um grave acidente, a CMTU deveria estudar alguma solução para inibir os que pensam que são pilotos de corrida. Que tal colocar um radar fixo ou outro obstáculo no local? Lembrem-se que aqui também faz parte de Londrina.
JOÃO BATISTA SANTANA (comerciário) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na matéria ''Diversão e desenvolvimento motor'' (Folha Cidades, 29/09), o pedido de adaptação de uma bicicleta foi de uma terapeuta ocupacional.





