Horário do comércio a quem interessa
Londrina está se tornando uma metrópole com diversas mudanças ocorrendo como via rápida para os ônibus, adequação das fachadas das lojas, sinalização moderna dos semáforos, placas de identificação, etc. Em algumas situações a mudança foi à custa dos empresários que tiveram prejuízos, pois tiveram que se adequar às novas leis aprovadas pelo Legislativo e sancionadas pelo prefeito. Agora, novamente somos reféns de políticos que não se mostram interessados em aplicar leis que possam tornar a classe empresarial mais eficaz e criar mais empregos e gerar divisas ao município. Estão polemizando com a aprovação do horário de funcionamento do comércio ao criar empecilhos. Não vejo como perda aos trabalhadores a alteração no horário do comércio, pois todos estão amparados pela CLT e as convenções de classe que os protegem. Essa visão provinciana torna Londrina distante de ser uma verdadeira metrópole.
JOSÉ BERNARDI (empresário) -Londrina

Deficit da Previdência
Com relação à matéria ''Deficit da Previdência deve atingir até R$ 39 bi em 2011'' (Economia, 28/09), a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Anfip) divulga estudos frequentes mostrando que ''nunca'' houve qualquer deficit na seguridade social brasileira. Os balanços contábeis da Previdência Social, de acordo com seu anuário estatístico, mostram que houve superavit em 2007 da ordem de R$ 15 bilhões. Qual é o interesse do governo em divulgar esse falso deficit?
EMERSON COSTA LEMES (contador) - Londrina

Imprudência de ônibus
Sobre a matéria ''Idoso morre ao colidir moto contra ônibus'' (Geral, 22/09), presencio todos os dias no percurso Ibiporã-Londrina-Cambé ônibus que utilizam as faixas de alta velocidade. Os motoristas correm mais que os automóveis e freiam bruscamente. Fico indignado com a situação. Impera a falta de consciência de alguns motoristas de ônibus que correm como se não levassem pessoas, mas sim cargas. A empresa é a maior responsável por esses abusos pois obriga os motoristas a cumprirem os horários. Outro ponto crítico é a garagem da empresa TIL em Cambé, localizada na principal avenida de acesso ao município. Todos os dias há ônibus parados sobre a via bloquendo a passagem de veículos o que pode ocasionar acidentes.
GUILHERME MAMPRIM (engenheiro civil) - Cambé

Histeria antifumo
Gostaria de alertar o leitor José Carlos Cavalheiro (Cartas, 23/09), que se reportou ao artigo ''A histeria antifumo'' (Espaço Aberto, 20/09), que a posição defendida no artigo é a mesma que a ''indústria da morte'' vem convenientemente adotando há algumas décadas. Portanto, lixo velho e sem possibilidade de reciclagem. O citado epidemiologista americano, Geoffrey Kabat, teve pesquisa recusada para publicações em periódicos científicos porque foi financiado por capitalistas dessa mesma indústria que se enriquece à custa da desgraça de milhões de pessoas. Por fim, parabéns ao dr. Márcio Almeida que, em Londrina, legislou bem e garantiu um ar mais puro para todos (até mesmo para aqueles autointitulados não histéricos) ao ver aprovado seu projeto proibindo que se fume em praças e áreas públicas de lazer e a existência dos chamados fumódromos, ''a menina dos olhos da indústria do tabaco''. Aos fumantes se garante o direito de fumar o quanto quiserem, mas não mais onde quiserem! Espero, histericamente ou não, que essa moda pegue em outras comunidades.
JONI SILVA CORREIA (profissional de Educação Física) - Cornélio Procópio

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