CARTAS
Maracutaias na capital federal
Brasília está parecendo o ''Palácio Eveready'', uma pilha de gatos. Cada gaveta que se abre é uma maracutaia que se encontra. E olha que tem gente de todos os níveis e idades, etc. É um horror, um homem de cabelos brancos do qual se espera exemplos para filhos e netos, se enfiar em falcatruas das mais sórdidas chegando ao ponto de pagar conta de motel e governanta com dinheiro público. Até quando vamos aguentar isso? Pensando bem, vamos aguentar sempre pois somos cordeiros e assim vamos vivendo. Desanima não, ano que vem tem eleição. E para alegria geral da nação serão eleitos os mesmos.
JOSÉ JAIR ANTONIO DE OLIVEIRA (vendedor) - Londrina
Ontem, hoje e sempre...
É fundamental a liberdade de expressão e de livre exposição de ideias e opiniões de cada indivíduo. No entanto, penso que isso está ficando demasiadamente repetitivo nos meios de comunicação. Todos os dias encontro sempre os mesmos tipos de cartas nos jornais relatando a indignação de algum leitor com a corrupção ou com alguma mazela social. Não é um simples desabafo que irá solucionar o problema. Pode até chamar a atenção, mas dificilmente irá, por si só, resolvê-lo. Todavia o que me frustra mais é o fato de poucos possuírem estômago e força de vontade para ir além de um desabafo em um jornal.
LUCAS ALEXANDRE MURARO (estudante de Direito) - Andirá
Redução da pobreza!
Como reduzir a pobreza? Há 40 anos o então ministro Delfim Neto já dizia que primeiro o País precisava crescer para depois distribuir renda. Depois isso foi contestado e passaram a dizer que a renda teria que ser distribuída simultaneamente. Contudo, distribuir renda não basta simplesmente dar dinheiro. É preciso criar oportunidades, e isso é bem mais complexo e demorado.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Estamos em 2011!
Discordo do leitor Ancilon de Sá Neto (Cartas, 20/09) sobre o projeto ''Minha casa Minha vida''. Acredito só devemos fazer comparações positivas e evolutivas. Comparar a Londrina de 1930 com a atual de 2011 no que se refere à estrutura (escola, supermercado, creche, ônibus) no mínimo é falta de sensatez. Atualmente essa infraestrutura é necessária, diferentemente dos anos 30 quando aqueles que estudavam tinham que percorrer quilômetros a pé ou a cavalo para estudar; as compras eram feitas nas poucas casas de ''secos e molhados'' existentes; as crianças tinham a companhia das mães, visto que, o mercado de trabalho para as mulheres não existia, assim como também não existia o transporte coletivo municipal.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Moradias e dignidade
Depois que ouvi, na TV, um menino de uns 10, 12 anos dizer que ''preferia continuar estudando do que ter uma casa nova para morar'', tenho que discordar do leitor Ancilon de Sá Neto (Cartas, 20/09)) que afirmou que ''as pessoas não podem achar que tudo é fácil, uma coisa de cada vez''. Na realidade, o que deveria ter sido feito primeiro era construir a infraestrutura no conjunto de casas e prédios do ''Minha Casa Minha Vida'': escolas, posto de saúde. Depois se construiriam as casas. Não é tão difícil assim, basta um bom planejamento, organização e vontade de fazer a coisa certa. Gostaria de saber se quem critica as justas reivindicações da população que foi deslocada moraria naquele local. Ou melhor, se moraria em Londrina com todos os problemas que estamos enfrentando.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina





