Cigarro x fumaça dos carros
Sem querer defender os fumantes, o que muita gente não se dá conta é de que todas as vezes que ligamos o motor de nossos carros lançamos no ar uma enorme quantidade de substâncias tóxicas, gases venenosos gerados da queima de combustíveis que concentram chumbo, cádmio e outros metais pesados nocivos à saúde dos seres vivos e do meio ambiente, que também são contaminados diretamente ou através do ar e da água proveniente de chuvas acídas. Os veículos são como uma carteira de cigarros que queimamos diariamente. Poluem tanto ou até mais que o cigarro. A diferença é que o fumante joga 50% da fumaça para dentro de seus pulmões e o condutor joga 100% na atmosfera e divide com todos os seres vivos. Portanto, o que deve ser levado em conta nessa lei aprovada pelos vereadores de Londrina, ''proibição de fumar ao ar livre'', não são somente os malefícios da fumaça, mas sim a liberdade individual de cada um de nós.
LUIZ BRAVO (empresário) - Londrina

Quem mata mais?
Com relação à matéria ''Câmara aprova lei que proíbe fumar ao ar livre'' (Política, 14/09), deixei de ser fumante há 25 anos. Respeito os direitos do fumante. Existem projetos muito mais importantes para serem aprovados pela Câmara de Vereadores. Aproveito para sugerir um deles: cassação do vereador quando da falta do decoro parlamentar. Senhores, pior do que fumar ao ar livre não seria o consumo de bebidas alcoólicas que ocorrem livremente em nosso país? O consumo de bebida alcoólica tem consequências piores do que o fumo: separação de casais; doenças, principalmente no fígado; brigas, assassinatos, acidentes com feridos e mortos provocadas por condutores embriagados (a estatística mostra que morrem 30 mil pessoas por ano no Brasil em acidentes provocados por pessoas embriagadas ao volante). O consumo de bebida alcoólica e o fumo são vícios sociais que devem ser respeitados.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Para não ficar coçando
Parece que está mesmo sobrando tempo para os vereadores, pois em busca de o que fazer criam projetos esdrúxulos. Um deles queria proibir de fumar quem adentrasse o Parque Ingá, em Maringá. Houve até quem quisesse resolver o problema da polêmica estrada no Parque Iguaçu com um imenso viaduto (espécie de ''minhocão'') sobre o qual transitariam os veículos sem pôr em risco os animais. Há pouco apareceu um projeto proibindo fumar nos quartos ou apartamentos dos hotéis. Em seguida, a concessão de feriado para quem faz aniversário em dia útil e a ''forca'' de dia útil para quem aniversaria em domingo ou feriado. Ainda não refeitos desses absurdos, vem novo projeto: proibição de fumar em espaços coletivos públicos, como estádios, praças de recreação. E não para aí. Discute-se a dispensa de recuo nas edificações de igrejas (algumas igrejas, porém). Mais cedo ou mais tarde virá o projeto de proibir as pessoas de usarem celulares em vias públicas mesmo a pé, e outro exigindo capacete para ciclistas, cavaleiros e carroceiros (estes certamente com cinto de segurança). Pensando bem, melhor seria mesmo reduzir o número de vereadores.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) - Londrina

Dilma e Mano Menezes
A presidente Dilma Rousseff é o Mano Menezes da seleção, só escala novatos para seus ministérios a mando de Sarney, o Ricardo Teixeira da política. Requisitos como capacidade técnica, qualificação profissional e ficha limpa ficam apenas no discurso. Pobre Brasil!
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo

Radares menos acidentes?
A cada dia aumenta o número das multas e, claro, da arrecadação. Vamos mexer no bolso do motorista infrator para diminuir acidentes. Ótimo argumento! Mas pergunto: os radares estão onde mais ocorrem acidentes ou onde ocorrem mais multas?
ALEXANDRE MILLO FALOTI (economista) - Londrina

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