CARTAS
Liberdade desenfreada
A juventude de hoje será o futuro do País, mas se esquece do direito dos outros que pagam muitos impostos. Nos finais de semana, alguns jovens deixam uma lástima na nossa cidade de tanto vasilhame que jogam em frente das lojas, além de ocuparem as poucas vagas que restam para os carros. Eles acham que a obrigação é do pessoal da limpeza. A Prefeitura de Campo Mourão tem que tomar providências e instalar lixeiras nos canteiros para educar e acostumar os beberrões. Todos têm direito e obrigação constitucional. Ajude-nos, por favor.
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) - Campo Mourão
Impostômetro
Com relação à matéria ''Impostômetro se aproxima de R$ 1 trilhão'' (Economia, 09/09), gostaria de saber o quanto deste trilhão vai voltar em forma de benefício à população. E olha que o final do ano é onde o governo mais arrecada pelo consumo ser aquecido pelas festas natalinas. Como disse Delfim Netto, ''o Brasil é Engana, a renda é como a da Inglaterra e os serviços públicos prestados estão no nível de Gana''. Se voltar 50% desse trilhão já está bom, porém dessa metade ainda tem as ajudas humanitárias (para fazer média com a ONU), como se nosso país não tivesse as próprias mazelas.
MARCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis
CPMF
Concordo com a professora Izabel Avalone (Cartas, 06/09), agora os governadores na sua maioria estão empenhados em como conseguir mais recursos para financiar seus planos pessoais (corrupção). Se nossos políticos fossem capazes de trabalhar para a população em projetos sociais (saúde, segurança e bem-estar) tudo bem, mas somente pensam no bem-estar (financeiro) de cada um. Fico imaginando se um dia irei ler na imprensa que alguém pego em corrupção devolveu o dinheiro aos cofres públicos. Este é o Brasil terra de quem pode mais.
JOSÉ APARECIDO MORETO (analista de suporte) - Londrina
Reajuste de servidores
Não dá para entender a posição do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv) de Londrina. Eles não concordam com reajuste nenhum. Uma hora o reajuste desagrada os professores (o presidente do sindicato é professor, dá para entender), e o Sindserv recusa. Outra hora, desagrada os aposentados e o Sindserv também recusa; depois, o reajuste desagrada não sei quem, e o sindicato recusa também. Desse jeito o prefeito e os vereadores não vão reajustar salários de ninguém, pois vão ter a desculpa perfeita proporcionada pelo próprio sindicato que deveria, pelo menos, defender parte dos servidores. Afinal, o Sindserv está a favor dos servidores ou de quem? Acho que pelo menos os vencimentos ridículos dos técnicos de gestão pública A (aliás os A fazem o mesmíssimo serviço dos B, mas ganham, há 20 anos, 30% a menos) deveria ser reajustado.
JOÃO BATISTA DOS SANTOS (contabilista) - Londrina
Corrupção
Se toda vez que houver algum absurdo produzido por autoridades, o povo tiver que abandonar seus afazeres para ir às ruas protestar e exigir que as autoridades constituídas simplesmente exerçam os deveres instituídos nessa fantástica estrutura pública criada para fomentar, fazer cumprir e fiscalizar; e se os que estão lá simplesmente não cumprem o que determina a lei, então não precisamos mais dessas estruturas, não precisamos mais manter tantos cargos, pagar tantos salários, proporcionar tantas mordomias e suportar essa burocracia criminosa que produz impunidades. O povo voltará a decidir aos gritos em praça pública como antes.
JULIO CÉSAR CALDAS ALVIM DE OLIVEIRA (cineasta) - Curitiba
Correção
- Diferentemente do que informa legenda da matéria ''Estudantes conhecem Londrina das alturas'', na edição de hoje do Caderno Folha Cidades, a visita ocorreu no Edifício Oscar Fuganti.





