Quero ser japonês
Que inveja do povo japonês. Quando lá ocorreu a tragédia nuclear em função do terrível tsunami, vi uma estrada ser refeita em 30 dias; vi diretores de joelho ouvindo cidadãos apontarem seus erros na condução da usina nuclear; vi crianças, jovens, idosos na fila de um mercado esperando em fila ordeiramente para pegar 1 quilo de arroz e 2 litros de água mineral. Não vi ninguém se jogar no chão e nem chorando desesperado com a chegada das câmeras de TV. O primeiro-ministro japonês pediu demissão por não atender às expectativas do seu povo. E pasmem: o governo japonês está devolvendo o equivalente a R$ 50 milhões à Cruz Vermelha, pois entendeu que o número de desabrigados é menor do que pensará. Sim, quero ser japonês.
PAULO SERGIO MAGALHÃES (investigador da Polícia Civil) - Londrina



Dia da Pátria
Estamos comemorando mais um 7 de Setembro, data de nossa Independência. Esta efeméride nos faz lembrar os desfiles militares e escolares, o som das cornetas, rufar dos tambores que despertavam no cidadão o civismo, o patriotismo e o amor à Pátria. Esses sentimentos parecem que estão desaparecendo. Acredito que seja resultado da grande corrupção que existe neste país. A sociedade clama por projetos de ordem política no campo socioeconômico, cultural e de segurança, cujas ações caminham a passos lentos pela incompetência do Estado. Nesta Semana da Pátria vamos renovar o nosso patriotismo e o amor pelo Brasil.
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas


Civismo
Houve um tempo em que na semana da Independência do Brasil todas as escolas nos ensinavam a ter atitudes e comportamentos voltados para o patriotismo. Diariamente hasteávamos a bandeira, cantávamos o Hino Nacional, interpretávamos a letra do hino nas salas de aula e ainda usávamos uma fitinha verde e amarela presa com alfinete na camisa do lado esquerdo do peito, durante toda a semana. No dia 7 de Setembro participávamos do desfile da Independência. Coincidentemente, esse período de maior patriotismo foi durante o regime militar, de 1964 a 1984. Com o passar dos anos, essa obrigatoriedade escolar foi mudando e hoje é raro ver ações comemorativas durante a semana da Pátria. Felizmente, ainda resta esperança, meus dois filhos de nove e seis anos trouxeram da escola as fitinhas verde e amarela presas com um alfinete para usar durante esta semana. Essa obrigatoriedade bem que poderia voltar para que as crianças aprendam um pouco mais de civismo, cidadania e amor à Pátria.
ALCIR ANTONIO CHIARI (engenheiro agrônomo) - Londrina



La se vão anéis!
Os antigos depositam no ditado ''vão-se os anéis, ficam os dedos''. É a visão otimista que aplicamos até hoje a respeito das perdas emocionais ou financeiras que sofremos. Na semana passada, ao pegar meu carro na UEL, percebi que o estepe havia sido furtado. Poderia até pensar: pelo menos o carro ficou, e exercitar mais uma vez minha veia ''Pollyana''. Confesso que não consegui. O que me restou foi um cansaço e uma descrença grande em relação aos valores da nossa sociedade. Trabalho, estudo, pago meus impostos (altos) e pratico boas ações. Sou gentil no trânsito, cumprimento desconhecidos e ainda pratico o voto. Só que, a partir de hoje, transitarei por Londrina sem estepe, correndo o risco de ser multada. É que meus anéis estão acabando e tenho medo de começar a ter de contribuir com meus dedos.
ELIANE BENATTI (professora) -Londrina

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