CARTAS
CPMF nunca mais
A presidente Dilma cobra origem de recursos para aprovar dinheiro para a saúde e segurança. Muito fácil, basta buscar o dinheiro roubado na corrupção. Os parlamentares, em sua grande maioria, sabem onde está o dinheiro. Resta saber se terão coragem para criar uma nova CPMF, uma contribuição que ao longo dos anos serviu aos cofres do governo e sustentou a camarilha que se instalou no governo. O dinheiro suado do bolso do trabalhador pagou mensalão aos deputados. A saúde e a segurança ficaram a ver navios e o povo agonizando nas filas de hospitais morrendo sem atendimento digno. Quanto à segurança, é o mesmo caos, famílias choram seus mortos e a caravana passa.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo
Será o fim?
Protegidos pelas leis que o Legislatico cria e o Judiciário defende, os viciados em drogas alimentam livremente traficantes e quadrilhas. Alguns roubam e matam sob a alegação de que é para alimentar o vício. Os menores são mão de obra especializa dos bandidos, pois não podem ser presos. Criminosos são soltos por que seus crimes transitaram em julgado. Outros com fichas-sujas são liberados por indultos e colocados em regime semiaberto, mas nunca mais voltam e retornam ao mundo do crime. Já os cidadãos de bem foram forçados a entregar suas armas ou impossibilitados de comprar. E isso não diminuiu ou acabou com a entrada de armas no mundo do crime. Pelo que se percebe nos noticiários, comprar uma arma ilegal é a coisa mais simples do mundo e barata também. O governo que deveria dar segurança, prender e manter presos os bandidos cobra seus impostos do comerciante lesado pelo roubo e ainda divulga que não deve haver reação. Os políticos não governam e roubam. Tudo isso acontece e a população de bem tem que ficar apenas olhando, sem reagir. Cometer apenas um crime tendo endereço fixo, emprego e bons antecedentes não leva ninguém para a cadeia em nosso país. Vamos pensar seriamente nisso?
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (gerente de negócios) - Londrina
Diminuir o repasse
Tenho acompanhado uma campanha ferrenha contra o número de vereadores. Se não houver interesse do Congresso Nacional, não se resolve nada. O Judiciário tentou fazer isso, e o que aconteceu? Quase nada! Pelo menos conseguiu que o Congresso diminuísse em 1% (de 6% para 5%) o repasse obrigatório que as prefeituras devem fazer às câmaras municipais de seu orçamento. Portanto, não importa o número de vereadores, eles conseguem gastar todo o repasse. Com o excesso de dinheiro, os vereadores contratam mais assessores com altos salários, e alguns deles ainda os obrigam a devolver boa parte de seus vencimentos. Essa pouca vergonha tem que acabar. Mudem a direção da campanha. Se o Legislativo não dá um retorno à sociedade, vamos fazer uma campanha para diminuir o percentual de repasse obrigatório.
JOÃO FRANCISCO DE ASSIS (professor) - Guarapuava
Cotas
Nos países desenvolvidos e democratas não existe universidade pública, pois é considerado artigo de luxo. Rico, pobre, negro ou branco devem pagar. O dinheiro gasto no ensino superior deveria ser canalizado na criança no ensino fundamental, médio e profissionalizante - de graça para todos. Assim seria justo. Aquele que tiver interesse em fazer o ensino superior que faça um crédito educativo e, depois de formado, pague seus estudos. Cota além de ser constrangedor para os negros e alunos de escola pública, é humilhante ter que se declarar para obter vantagens ao invés de optar pela capacidade intelectual.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina
Correção
- Na matéria ''Crise afeta interesse por idiomas'' (Folha Cidades), de hoje, o nome da diretora pedagógica da Aliança Francesa é Valéria Alcântara.





