CARTAS
Concha Acústica
Inaugurada em 1º de maio de 1956, a Concha Acústica é um patrimônio histórico e orgulho dos londrinenses. A sua imponência faz dela sempre viva, pronta para receber todos para qualquer que seja a manifestação popular, cultural, teatral, lazer e as mais diversas atividades. Uma obra arquitetônica magnífica que devemos reverenciar. Pelo que representa, a Concha Acústica recebe ingratidão. Quando há qualquer evento vemos um total desrespeito: lixo é deixado em troca como agradecimento. Deixam garrafas de bebidas alcoólicas, pet, latas, cascas de frutas, sacolas plásticas, resíduos de alimento, etc. É triste ver um local que deveria ser usado para receber cultura ser tratado dessa forma. Faço um apelo: tenham respeito pela Concha e que as autoridades adotem medidas corretivas para melhorá-la.
JOSÉ BERNARDI (empresário) -Londrina
Lei da Muralha
Não é de hoje que empresários de grandes redes supermercadistas que atuam em várias cidades no Brasil e no mundo pensam que podem fazer o que bem entendem. Eles vêm com a história que vão criar muitos empregos em Londrina, mas na verdade fazem muito pouco. Nem compram de fornecedores locais e, quando o fazem, aproveitam o máximo que podem principalmente dos produtores rurais e outros que são obrigados a colocar um promotor de venda a serviço do supermercado com o salário e os encargos pagos pelo fornecedor. Enquanto isso, pegam o dinheiro dos londrinenses e levam para investir noutro lugar. Os nossos pequenos e médios supermercados sofrem com as ações predadoras dessas redes que só querem levar o lucro daqui para outros lugares. Está na hora dos londrinenses prestigiarem mais os nossos supermercados que estão há anos trabalhando, pagando impostos, dando emprego e investindo na cidade. Vamos valorizar os empresários londrinenses de verdade que, infelizmente, não contam com o apoio de alguns vereadores da gloriosa Câmara de Londrina.
JOÃO BATISTA SANTANA (comerciário) - Londrina
Marcha por salário?
Dias atrás os juízes do Supremo Tribunal Federal conseguiram, após muitas demandas, um ''auxílio-alimentação'' incorporado ao salário. Afinal, todos devem se alimentar condignamente. Agora os magistrados e promotores federais vão fazer uma ''Marcha por Salário''? Querem um aumento de 30%, mas o Congresso propõe somente 14,79%, o que representa mais R$ 3.948,93, ou seja, quase mais 7 salários mínimos acrescentados aos seus ganhos, que saltariam para R$ 30,6 mil! E o presidente da Associação dos Juízes Federais afirma que não há ausência de recursos para tal, uma vez que os magistrados federais arrecadam R$ 11 bilhões para os cofres da União e o ''nosso custo total é de R$ 6,3 bilhões com estrutura e pagamento de salários''. Então, a coisa é assim: quanto mais ferramos as empresas e cidadãos, mais aumento teremos de salário?
JOÃO ALBERTO TWARDOWSKI (médico) - Guaíra
Pastores e o Metroprovi
Com relação à matéria ''A evolução do templo, pastores e o Meprovi'' (Folha Cidades, 31/08), professo a religião católica mas sempre tive em igual conta todas as outras religiões, considerando-as, quando abraçadas no propósito de servir a Deus e ao próximo, como caminhos por excelência para a Casa do Senhor. Na função de juiz, e por dever de ofício, procurei sempre encaminhar os casos de recuperação às entidades religiosas, da escolha dos interessados, cujos responsáveis estavam imbuídos do espírito de Gedeão, o cumprimento estrito das missões que lhes fossem confiadas. O reverendo Osni Ferreira surgiu como um desses obreiros iluminados e agradeço a Deus por ter podido contar com sua disposição para a tarefa difícil que abraçou. Tanto eu, como os outros colegas, sempre consideramos esse trabalho, com mútua confiança e respeito, como Providência do Alto, procurando honrar cada qual as missões que nos foram confiadas.
JOÃO CASEMIRO WIELEWICKI (juiz aposentado) - Londrina





