Política, uma desconhecida
Dizer que o povo é culpado, que não sabe votar, que não acompanha seus representantes, que não se lembra em quem votou, é superficial e fácil de falar. Observando com mais atenção esse comportamento, é possível verificar que a origem estaria no formato de nosso sistema educacional, que não possui em seu currículo nenhuma disciplina voltada para o esclarecimento político do cidadão. Não fomos orientados a gostar de política, sempre ficou o entendimento de que política foi feita pelos outros e para os outros, como se não fosse algo inerente a cada indivíduo. Esse despertar para a política deve acontecer bem cedo na vida do cidadão, as pessoas precisam saber que tudo em uma sociedade é política, o simples ato de atravessar uma rua, envolve política. Somente conhecendo sua importância é que se pode exigir respeito para com a mesma. Saber também que somente com a participação de cada um, teremos a real democracia. Todos devem participar e acompanhar os acontecimentos políticos de sua cidade, isso é fato. No entanto, somente teremos esse acompanhamento quando a população for esclarecida sobre a importância dessa ferramenta, quando o indivíduo for despertado para a política, tornando-se mais crítico e participativo.
NILVA MEDEIROS KATAOKA (servidora pública) - Londrina

Vereador não é profissão!
Estamos discutindo o número ideal de vereadores em Londrina. Quanto mais o município tiver, maior representatividade. Também ficará mais difícil de aprovar projetos encomendados mediante pagamento de propina. O que temos que discutir é o custo de cada vereador para o município, já que quem paga é o cidadão contribuinte. Vereador não é uma profissão, então é justo que eles recebam uma ajuda de custo simbólica, tipo um salário mínimo. Recentemente um vereador afirmou que salário baixo deixa o legislador enfraquecido. Caráter, dignidade, honestidade e espírito cívico não tem nada a ver com valor da remuneração que recebem. Se for aprovado uma remuneração de um salário mínimo, com certeza não precisaremos mais discutir o número ideal de vereadores, porque vai faltar candidato nas próximas eleições.
ARMANDO OSSAMU SARUHASHI (consultor ambiental) - Londrina

Hora de recuar!
A resposta do presidente da Câmara de Londrina, Gerson Araújo (Cartas, 01/09), favorável à continuidade dos 19 vereadores demonstra que a sociedade possui a força e quando a usa se torna vitoriosa. Entretanto, não podemos deixar de dizer que na vida existe hora para avançar e hora para recuar. Já utilizei este espaço democrático da Folha de Londrina para fazer algumas críticas sobre alguns dos procedimentos do vereador, mas agora gostaria de cumprimentá-lo pela atitude. Esse recuo demonstra humildade e respeito ao próximo, o que não é característica dos políticos.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Futebol e corrupção
Parabéns ao comandante da Polícia Militar de Rolândia, Marcos Antonio Tordoro, pelo artigo ''Futebol: chapéu, caneta e corrupção'', (Espaço Aberto, 28/08). Um golaço de placa do comandante. A corrupção impera neste País e no futebol nunca foi diferente. Verdadeiras negociatas de compra e venda sempre nada transparentes. Onde está a imprensa investigativa do esporte? Todos sabem disso e nunca lemos nem vemos nada escrito sobre esse sério tema que, assim como no governo federal, está tão evidente. Nos sentimos cada vez mais com as mãos atadas e oprimidos. Será que realmente o poder das falcatroas vai prosperar? Temos uma infinidade de programas esportivos falando de futebol, todos ''especialistas'', mas parece que todos com a lei da mordaça embaixo do braço. Fale e aguente as consequências dos corruptos e corruptores. Que tal uma faxina verdadeira no país começando pelo futebol, mais precisamente pela CBF.
GLADEMIR MARCOS PELIZZARI (ortopedista) - Ivaiporã

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