CARTAS
Força desconhecida
Na Índia um preso resolveu fazer greve de fome contra a corrupção. Quando o governo notou o perigo que estava correndo, resolveu soltá-lo. Ele, porém, não quer sair da cadeia. Somos iguais à Índia em muitas coisas, aqui também temos muitos fazendo greve de fome forçada, além de estarem presos com medo da violência. Infelizmente, somos como elefantes que são dominados pelo medo. Não sabemos a força da união do povo. Os corruptos sabem disso e se unem. Assim como a vaca é o animal-símbolo da Índia, o Brasil poderia adotar a hiena como animal símbolo porque aqui tudo acaba em piada e riso.
MANOEL JOSE RODRIGUES (assistente administrativo) - Londrina
SUS na UTI
Parabenizo a Folha de Londrina pela página dedicada às entrevistas com especialistas conceituados e temas relevantes à sociedade que são publicadas nas edições de domingo. A entrevista com o médico Gilson Carvalho (21/08) foi de extrema importância para reflexão sobre o SUS no Brasil. Um tema que envolve a todos e nos faz refletir que somos corresponsáveis na busca de soluções e melhorias na saúde. Os índices referentes à mortalidade prematura em decorrência de causas evitáveis são alarmantes. Enquanto não houver mais investimentos nas políticas públicas de prevenção e promoção da saúde, não haverá sistema que dê jeito. Se cada um não fizer a sua parte, não só o sistema como a saúde continuará na UTI. Pensemos na fala do dr. Gilson e atuemos, seja com a participação e fiscalização por meio dos conselhos, com a participação nas audiências públicas e até mesmo com simples recomendações às pessoas a nossa volta. Parece que a sabedoria popular anda mesmo esquecida: é melhor prevenir do que remediar.
SYLMARA BONTORIM VALÉRIO (professora) - Nova Santa Bárbara
'SOS Saúde'
Nos anos 70, o jornal ''Notícias Populares'' só publicava notícias ruins. Seus exemplares ficavam pendurados nas bancas e os comentários eram que pingava sangue deles, tantas as notícias negativas. De lá para cá só tem aumentado na imprensa escrita e mais ainda na televisiva em nome do ibope, mais vendas, mais lucros, triste realidade do mundo capitalista na qual não temos que alimentá-las. Fico contente que hoje a tecnologia nos revela formas e fórmulas melhores para que todos as usufruam, pena que a maioria da imprensa não veja assim. Parabéns ao médico Flávio Sant'Anna pelo seu repúdio a esse sencionalismo no artigo ''SOS Saúde'' (Espaço Aberto, 19/08). Atitude como a sua, sendo um jovem médico, nos dá a certeza que os jovens de hoje estão realmente preocupados com o bem-estar de todos.
JORGE BORDIN (cinegrafista) - Londrina
Não somos burros
Concordo com o leitor Wanderley Lago (Cartas, 26/08) quando escreveu que a declaração do presidente da Câmara, Gerson Araújo, foi ''infeliz e esdrúxula'', acrescento que muitos dos eleitores realmente não sabem em quem votaram, mas não por culpa deles e sim dos próprios candidatos, pois todos mentem tanto e tão igual que confundem até os mais inteligentes - visto que o ''nobre edil'' nos chamou de burros, pois também votei nele acreditando ser o que tínhamos de melhor para Londrina. Ledo engano. Também sou a favor de 15 vereadores, o que já é bastante.
ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor de imóveis) - Londrina
Cotas necessárias
Num país onde o acesso à educação é desigual, há necessidade de cotas para que todos possam ter acesso à universidade. Como um aluno que estudou a vida toda em escola pública pode concorrer em igualdade de condições com outro oriundo de escola particular? Tive exemplos dentro da UEL nos quais alunos bancados pelos ''papais'' não se esforçavam e passavam o tempo jogando truco na sala de aula. A UEL deveria fazer uma média dos concluintes da graduação, entre os cotistas e os não cotistas, para ter uma base e assim comprovar quem tem ou não compromisso com estudo ou comprovar a dedicação dos cotistas.
VALTER CARLOS DE OLIVEIRA (contador) - Londrina
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