CARTAS
Certeza da impunidade
Existe honestidade ou é só medo de cadeia? E se dissessem que mesmo roubando, trapaceando ou sendo criminoso, ninguém iria para a cadeia, alguém continuaria sendo honesto? É o que vejo acontecer com os menores infratores que pintam e bordam e não vão para a cadeia; com adultos réus primários que matam pela primeira vez; com os drogados que se dizem somente usuários; com os religiosos que vendem cadeiras no céu, mas recebem adiantado; com políticos que roubam ou deixam roubar; com os dirigentes do governo que fingem que não viram e nem sabem de nada sobre os escândalos de corrupção. Será que esse povo não tem medo de cadeia ou age assim pela certeza da impunidade? O pior de tudo é que nós não damos um piu.
OSVALDO SANTOS JR (arquiteto) - Londrina
Número ideal: 25
De todos os impostos que pagamos, em média, o Poder Executivo detém 80%, o Judiciário 15% e o Legislativo 5%. Não existe um Estado democrático sem o Legislativo. Por outro lado, não estamos livres de alguns prefeitos, governadores ou presidentes déspotas. O maior sonho de maus gestores é interagir com um Legislativo fraco. É bem mais vantajoso para a sociedade ter um parlamento mais representativo a devolver 1% ou 2% dos 5% que lhe é destinado, pois, se um Executivo absolutista e mal intencionado desviar 10% dos seus 80%, equivale ao dobro de um Legislativo servil e enxuto. Os grandes embates vividos no Legislativo londrinense ocorreram quando a Casa contava com 21 vereadores. Na segunda legislatura em 1951, a Câmara tinha 20 vereadores e a cidade 70 mil habitantes. Com 506 mil habitantes hoje, 25 vereadores representam proporcionalmente muito menos que os 20 décadas atrás.
JOSELITO TANIOS HAJJAR (administrador hospitalar) - Londrina
Mais cadeiras
Em Londrina, o Legislativo continua desacreditado e discute o aumento do número vereadores. A cidade não precisa de mais vereadores, precisamos sim é melhorar a qualidade da nossa representação. Somente os defensores dessa ideia ainda não perceberam essa realidade. Se optarem por aumentar o número de parlamentares, sugiro que reduzam na mesma proporção os salários e dobrem o número de reuniões ou sessões da Casa.
LOURIVAL BARBOSA (advogado) - Londrina
Também quero!
Quero a continuidade da Lei da Muralha porque li na FOLHA que os representantes comerciais foram ao prefeito Barbosa Neto e querem proteger os seus negócios. Alegam os impactos que os concorrentes irão causar, como ambiente, trânsito e vizinhança. Esqueceram do maior impacto: o da concorrência! Ora, se já existem leis para os impactos ambientais, de tráfego e vizinhança, querem denunciar o impacto da concorrência e esquecem-se do impacto sobre a população? Eu também quero a proteção dos meus negócios. Por que permitir intrusos nos nossos mercados? Mas e o povo? Como dizia o famoso comediante travestido de deputado: ''O povo que se exploda''.
PRISCILA SANTOS (analista administrativo) - Londrina
SUS na UTI
Interessante e útil a entrevista ''Tem gente querendo acabar com o SUS'' (Entrevista, 21/08) com o médico Gilson Carvalho. Faltou dizer como devemos participar efetivamente do conselho nacional de secretarias municipais de Saúde e como ele funciona. Participei de algumas reuniões para o conselho e parece que são discretamente fechadas. Seria preciso mais publicidade sobre funcionamentos de conselhos de um modo geral. Parabens à FOLHA pelo assunto. ANTONIO MOTTA DE SOUZA (farmacêutico) - Londrina





