Arborização
Em 1998 saí do Rio de Janeiro e escolhi Londrina para morar. Saí da cidade onde nasci porque não havia mais condições de se viver lá. Sem segurança, sem tranquilidade, sem qualidade de vida. Um fator decisivo para a mudança foi que Londrina era uma cidade arborizada. No Rio não existem mais árvores nas ruas. Só cimento, asfalto e postes. Londrina tinha árvores no Centro, um bosque, praças, as ruas, o Calçadão, tudo podendo contar com a presença das árvores, filtrando o nosso ar, alegrando nossos olhos com as cores de suas flores. Hoje, 13 anos depois, me entristeço e penso se terei que novamente escolher outro lugar para morar. As frondosas árvores estão sendo arrancadas e jogadas no lixo como se nada representassem. Em seu lugar, plantam-se raquíticas mudas que, já percebe-se, não se desenvolverão a contento. E quando o sol estiver a pino e se buscar uma sombra para uma parada rápida e não se encontrar? O que faremos? Vou fotografar o que resta de arborização no Centro para poder mostrar à minha neta, que é londrinense, a linda cidade que ela, infelizmente, não vai conhecer. O que é uma pena, porque os governos passam e são esquecidos. Mas a beleza das árvores, não.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina



Lei da Muralha
Se deixarem a iniciativa privada trabalhar, só quem lucra é a cidade e seus habitantes. Quanto ao fato de que grandes redes irão acabar com os pequenos é mera balela. Quando da vinda do Carrefour e outros grandes também houve esse lenga-lenga. O que foi feito? Os pequenos se reuniram, criaram uma central de compras e hoje se tornaram uma rede de supermercados. Existem pequenos daquele tempo que já abriram até mais filiais e se tornaram uma grande rede, hoje são um médio supermercado de respeito. Trabalhando sério, se vence qualquer obstáculo. Pensem nisso e vamos acabar com muralhas, barreiras e outras esquisitices. Deixem a iniciativa privada trabalhar em paz e só quem lucra é Londrina.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina



Perigo da função dupla!
A retirada dos cobradores do transporte coletivo em nossa cidade está tendo rejeição por parte da maioria dos usuários e também da população não usuária. A função dupla a ser exercida pelo motorista (e cobrador) trará insegurança aos usuários, e também, para os transeuntes e veículos que circulam em nossa cidade. Estranhamos que a CMTU, em função das suas atribuições no trânsito, seja a maior defensora dessa função dupla do motorista. Entendemos que a CMTU deveria se posicionar no sentido de multar os motoristas, ou melhor, a empresa de transportes por estar colocando os usuários em condição de risco.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina



Sábado ou domingo?
Na última semana dois artigos no Espaço aberto (08/08 e 12/08) abordaram se sábado ou domingo era o dia do Senhor. Oito dias depois (João 20,26) reuniram-se de novo os discípulos mais Tomé. Oito dias depois é exatamente o segundo domingo de Páscoa que Jesus tornou a juntar-se a eles (não mais no sábado). No primeiro dia da semana (at.20,7) e não no sábado é que os cristãos ''se reuniam para partir o pão''. Por isso, Paulo não viajou nesse dia sagrado: esperou o dia seguinte. O Apocalipse 1,10 o cansagra para sempre como o ''Dia do Senhor'', domingo. No dia de Pentecostes, 50 dias após a Páscoa (exatamente um domingo), veio o Espírito Santo! Conclusão que tiramos da Palavra de Deus e do comportamento dos primeiros cristãos: Antigo Testamento, sábado; Novo Testamento, domingo. Isto a partir da Ressurreição de Jesus que passou a se reunir com os seus seguidores só no domingo e nunca mais no sábado. Independentemente da religião de cada um, Deus não se discute, se ama.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá

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