CARTAS
Educação
Estamos perdendo a capacidade de nos indignar. Vemos o país transformar-se numa imensa ''sesmaria'' onde tudo já está dividido como se fosse um feudo hereditário. Para a classe política que ocupa o poder e que teria a prerrogativa de interferir no processo não interessa nenhum tipo de mudança Para ela, quanto pior melhor. Volto a insistir: a única maneira de que temos para eliminar ou diminuir os problemas é somente através da educação. Falo de uma educação completa que propicie a todos os estudantes, sem nenhuma exclusão, a formação ideal para que se integrem à sociedade produtiva e com ela possam interagir em harmonia. Uma educação que deixe de tratar o estudante pobre como ''um coitadinho'' que só precisa ficar na escola. O que eles precisam é respeito, uma real formação e pulso firme. Integrá-los aos meios educacionais e produtivos sem favores e sem cotas discriminatórias é dever do Estado e função da sociedade como um todo. É difícil? Sim, mas não impossível. Basta esforço político e muito planejamento. Países que já conseguiram essa façanha poderiam servir de modelo para nós. Os jovens estão precisando de maior tempo útil para seus estudos.
ESMERALDINO FRANCO (mestre em Educação) - Londrina
Pedágio proporcional
O estado de São Paulo está adotando um projeto-piloto de cobrança de pedágio por quilômetro rodado. Serão instalados pórticos que a cada cinco ou dez quilômetros mapearão o trecho percorrido por cada veículo, que por sua vez terão dispositivos de identificação. Dessa forma o usuário pagaria proporcionalmente pelo trecho que utilizou a rodovia e não o preço cheio como é hoje. Essa é uma medida justa e que poderia ser adotada no Paraná. Possivelmente haveria um aumento no número de usuários nas rodovias pedagiadas mantendo a viabilidade das concessionárias. Quanto aos usuários, estariam pagando um preço justo pela utilização e evitando a busca de rodovias alternativas que não estão estruturadas com sinalização e pavimentação, tanto para o excesso de tráfego quanto para o pesado. Estradas precárias, mal sinalizadas e pavimentadas oferecem grande risco de acidentes fatais. A tecnologia está à disposição, basta a boa vontade do governo e das concessionárias para se adequarem ao sistema tornando-o mais justo e mais seguro. O fato de desestimular os motoristas a utilizarem essas rodovias alternativas pela cobrança justa e proporcional do pedágio, é antes de mais nada um ato de amor à vida.
ALCIR ANTONIO CHIARI (engenheiro agrônomo) - Londrina
Cidade Limpa
É louvável a ideia do Executivo municipal de transformar o visual, principalmente da área central da cidade, justamente para evitar que se coloque uma placa colorida, luminosa, para esconder a sujeira de suas paredes. Pois é, faça o que mando, mas não faça o que faço; já que ruas esburacadas, escuras, sem a devida conservação estão por toda a cidade. Sem contar com os graves problemas nas secretarias: da saúde, educação, segurança (Guarda Municipal) e a CMTU. Que tal limpar e arrumar a própria casa, para depois, cobrar da população?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
Correção
- Na matéria ''Vozes femininas'' (Folha2, 09/08), as fotos das escritoras Cíntia Moscovich e Adriana Lunardi saíram trocadas.





