CARTAS
O dono da Copa
Repugnante a atitude do sr. Ricardo Teixeira em excluir Pelé das solenidades alusivas à Copa de 2014. É uma tremenda falta de respeito com o brasileiro mais conhecido no mundo, o maior futebolista de todos os tempos. Ele não tem esse direito, a festa não é dele. Já não bastasse os 22 anos que manda e desmanda na CBF, como se fosse o dono do nosso futebol, agindo como um dirigente parcial, vingativo e perseguidor de atletas e dos clubes que não se curvam às suas vontades. Não há dúvida que o rei do futebol representa infinitamente muito mais para o Brasil do que o rançoso e revanchista presidente da CBF.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Multiplicação do ruim
A impunidade no Brasil é produto de exportação. Nossas leis e o Judiciário são os principais agentes dessa impunidade. Os processos demoram anos para serem julgados, às vezes porque os prazos dos códigos Civil e Penal não são cumpridos por nenhuma das partes, em especial, pelo Judiciário que alega haver excesso de trabalho. Outras vezes porque o emaranhado de leis permite a postergação de ações que não agregam nada ao processo. Esses vícios são um incentivo aos criminosos que se aventuram no desrespeito às leis na esperança desses benefícios. Ao invés de darmos agilidade ao processo de julgamento, aprovamos uma nova lei que libera os já presos e posterga a prisão dos novos criminosos que só serão detidos se forem reincidentes. E, a pérola de nossa evolução, só serão considerados assim se os crimes anteriores estiverem transitado em julgado. Se nosso principal defeito é não julgar, condicionar novas condenações ao julgamento das anteriores é fazer a multiplicação do ruim. Nem mesmo Jesus no episódio da multiplicação dos pães foi tão eficiente quanto à nova lei está sendo agora, porém em número de infratores.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (gerente de negócios) - Londrina
Animal agonizante
Há poucos dias presenciei um cavalo agonizando até a morte. Não apareceu nenhum veterinário disposto a doar parte do seu tempo para socorrê-lo. Numa cidade do porte de Londrina, em todas as classes alguém se dispõe ajudar somente por dinheiro. Mercenários do dinheiro, às vezes formados em universidade pública com nosso dinheiro, não são capazes de fazer nada em prol de alguém ou da sociedade ou, nesse caso específico, de um pobre animal. É triste ver a humanidade trilhar nesse caminho.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina
Homens públicos
Acreditamos plenamente que o Brasil é o país do futuro. Rico em reservas naturais, agricultura forte, campeão em produção de grãos, terras férteis, povo trabalhador, atraindo investimentos estrangeiros, enfim, o Brasil que todos queremos para nossas gerações futuras. Por outro lado, vemos manchetes negativas ocasionadas pela corrupção junto ao Dnit. Então, como acreditar em certos homens públicos, cuja política é a arte de bem governar? Ela é correta, são os homens que não caminham na institucionalidade. Precisamos de políticos com princípios de ações voltadas para o povo. Este país tem potencialidades de sobra, está precisando somente de melhor direcionamento por parte de nossos adminstradores, pois administrar é governar em prol de nossa gente.
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas
Iluminação pública
A Avenida Terras de Santana, nas proximidades da Unopar, não dispõe de iluminação pública. A iluminação vai até os limites do Shopping Catuaí. A partir desse ponto, escuridão total. Numa cidade que se intitula universitária não é oferecido aos alunos o mínimo de estrutura e segurança. Em dois contatos com a Secretaria de Obras (dias 27/01 e 09/05) solicitaram que eu protocolasse um requerimento na Prefeitura. Ora, o envio e recebimento de e-mails não vale como documento ou talvez seja interessante manter o saguão da Prefeitura sempre lotado?
RUBENS BARBOSA JUNIOR (assistente de departamento pessoal e RH) - Londrina





