Força da palavra
A frase que o povo brasileiro carrega como carma é da vergonha de ser honesto dita por alguém há muitos anos. Na política, o candidato fala duas línguas, uma na campanha e outra depois de eleito. O povo não vota por conhecimento, mas sim por interesse, vota pela força da mídia que fala a língua da vantagem. Fala mais quem paga mais e o povo entra na onda. As empreiteiras e terceirizadas que vivem na seiva do dinheiro público é quem dão as ordens e convencem por meio de campanhas pagas. Por isto, o povo não vota correto. A mentira vira verdade e a verdade dita por algumas boas pessoas vira nada, pois o microfone não chega nelas. A justiça também não obriga ninguém a falar a verdade e não impede o mentiroso de agir. E assim caminhamos a passos largos para a desigualdade dos seres humanos.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina



Necessidade do umbigo
Não me conformo como o governo brasileiro pode ser tão hipócrita e falso moralista. Dizem ajudar o povo com a distribuição do ''bolsa tudo'', e ainda assim, de acordo com a manchete da FOLHA de ontem apenas em Londrina existem doze mil famílias que vivem em extrema pobreza. Então, imaginem o tanto de pobreza no Brasil todo? Por que mandar 20 mil toneladas de alimento para a África? Devo deixar claro que não sou contra ajudar outro país, mas por outro lado, quem vai nos ajudar? Vamos cuidar primeiro do umbigo nacional, depois do umbigo importado.
FERNANDO GUIMARÃES TEIXEIRA (empresário) - Londrina



Fome na África
Entre tantas tristezas nesse nosso mundo cheio de desigualdades, temos aí uma das piores que é a fome na África. Claro que no Brasil também existem milhares de pessoas em extrema pobreza. Na minha opinião, se o Brasil doasse um ano de arrecadação do nosso ''Impostômetro'' mataria a fome do mundo.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) - Londrina



Saúde pública
Na semana passada, levei meu pai ao Hospital da Zona Sul para fazer eletrocardiograma e exame de sangue após encaminhamento no Pronto-Atendimento Municipal (PAM). Para minha surpresa, os funcionários alertaram que o resultado do exame de sangue iria demorar (foram 4 horas de espera), pois foi ''tercerizado'' para um laboratório particular. O estranho é que o HZS, segundo um funcionário, conta com uma equipe técnica de 9 servidores capacitados para realizar tais exames, bem com toda estrutura de equipamentos. Então, por que tercerizar tais serviços? Segundo essa mesma fonte, o laboratório só faz o processamemto do exame, pois a coleta e o transporte dos exames são feitos pelos funcionários do HZS. Por que também não existe um aparelho de eletrocardiograma no PAM? Se essa unidade é de emergência é necessário que a utilização deste equipamento para melhor avaliar os pacientes.
ROGEMAR MONTEIRO (servidor público) - Londrina



Maioridade penal
Conforme alegação do promotor de Justiça Murillo José Digiácomo (Folha Entrevista, pág.3, 17/07), quem mais critica o ECA é quem menos conhece esse estatuto. Ora, quem mais critica são os cidadãos de bem que sofrem na pele as consequências da quase total inimputabilidade dos menores infratores que vivenciamos corriqueiramente no nosso dia a dia. Se o ECA, já com 21 anos, não pode ser colocado em prática por falta de políticas públicas do governo e se a redução da maioridade penal não resolve o problema que se busque, urgentemente, uma alternativa ao menos minimizadora. Crime contra a sociedade é deixar as coisas como estão há mais de duas décadas.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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