CARTAS
Se a moda pega...
Um grupo de 200 milionários dos EUA enviou ao Congresso uma carta na qual reivindica o direito de pagar mais impostos. O grupo, que inclui empresários de vários setores, alega que os cortes tributários feitos durante a gestão George W. Bush (que reduziu os impostos pagos pela parcela mais rica da população) foram prejudiciais ao país que está vivendo problemas ligados a orçamento e dívida pública.
JOELSON LUIZ MARQUES (engenheiro agrônomo) - Sertanópolis
Rodízio de veículos
Tomei conhecimento do projeto de lei do vereador Eloir Valença que prevê a implantação do rodízio veicular em Londrina. Diferentemente de São Paulo, Londrina ainda não apresenta um quadro de estrangulamento no trânsito. Verifica-se apenas um aumento considerável de veículos nos horários de pico, como em qualquer cidade de grande ou médio porte. Existem alternativas de engenharia de tráfego que podem contribuir para melhorar a fluidez nos horários de pico, como: proibição de estacionamento nas vias arteriais, fiscalização nas proximidades dos colégios, hotéis, supermercados para coibir a fila dupla, sincronização dos semáforos, proibição do tráfego de veículos pesados no anel central, etc. Londrina não dispõe de um sistema eficaz de transporte urbano e as empresas ainda obrigam os passageiros a conviver com ônibus lotados, itinerários provincianos e esperas de 30 minutos ou mais. A cidade tem a opção de alterar o horário de funcionamento do comércio, contribuindo para diminuir o movimento de veículos e pessoas no final da tarde. Londrina é polo regional de saúde, educação e comércio e a população que precisa se deslocar diariamente para tratamentos médicos, estudos e compras será imensamente prejudicada caso o projeto do rodízio seja aprovado.
WAGNER JOSÉ DO RIO (técnico de operações) - Londrina
Alimentos orgânicos
Segundo tem saído na mídia, a contaminação pela bactéria E. coli, que se alastrou na Europa nos últimos meses, se deu a partir de uma lavoura de broto de feijão orgânico. Existem duas hípoteses, uma da bactéria ter vindo de um adubo orgânico mal compostado, e outra através da má higienização de um lavrador na hora da colheita. O que também está sendo questionado é que se essa bactéria aparecesse em uma lavoura covencional dificilmente chegaria até o consumidor, já que nesse tipo de agricultura são utilizados adubos químicos, cujos compostos são esterilizados. Caso a contaminação já estivesse no solo, os produtos químicos utilizados, certamente dariam fim na mesma. Por isso, pergunto, qual a real segurança dos alimentos orgânicos? Na agricultura convencional sabemos os riscos da contaminação, já que uma empresa investe milhões e gasta muito tempo para colocar um agrotóxico no mercado, é feita uma infinidade de estudos, o que não ocorre nos orgânicos. No Brasil, a certificação de lavouras orgânicas é muito falha, não existe grande vistoria e os produtos não são fiscalizados e regulamentados como são os agrotóxicos, ou seja, estamos comprando gato por lebre.
GUILHERME ACQUAROLE (engenheiro agronômo) - Londrina
Demora no atendimento
A saúde está uma calamidade em Londrina, em vez de melhorar piora a cada dia que passa. A secretária de Saúde deveria fazer uma visita aos postos de saúde para verificar o funcionamento e a opinião dos usuários. Existe muita conversa entre os funcionários, há demora no atendimento e problemas simples levam dias para serem resolvidos. Sabemos que a secretária da Saúde tem muitas atividades a realizar, mas se ela não tem disponibilidade, que delegue funções para alguém. Para que a saúde melhore, devemos analisar todos os pontos.
LUCY MARINA BENITEZ DE GAIDALO (dona de casa) - Londrina
Correção
Diferentemente do publicado ontem na reportagem ''Câmara quer discutir aumento de vereadores com a sociedade'' (Política, pág.3), o número de 21 vereadores em Londrina perdurou 31 anos, entre a 7 (1973-77) e a 12 legislaturas (2001-04).
- s cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: [email protected]





