CARTAS
Sensação de segurança
Os marginais que se dedicavam a sequestros, assaltos a bancos e outros delitos graves estão optando agora por assaltos a condomínios e prédios que, para eles, têm menos perigoso e são mais rentáveis. Com isso cresceram as empresas de segurança. Temos de observar que a segurança nas ruas é responsabilidade do Estado, e a segurança intramuros é do proprietário do imóvel. O que vigora na verdade é apenas a sensação de segurança nada mais. Será que o vigilante que está lá é credenciado e devidamente treinado, não só no que diz respeito às medidas de segurança, uso de armas, mas também no preparo psicológico?
ANDERSON SACHETIM GARCIA (bacharel em Direito) - Londrina
Analfabetismo
Com relação à reportagem ''PR tem uma Londrina de analfabetos'' (Geral, pág.7, 29/06), apesar da existência do programa Paraná Alfabetizado, além do próprio Ensino de Jovens e Adultos (EJA), os alunos que passam por esses processos não têm conseguido obter, nem minimamente, a condição esperada para o exercício da cidadania e muito menos para a democracia. Falo não apenas pelo resultado das etapas citadas, mas pelo passo posterior, que é o EJA Ensino Médio onde atuo. Diariamente, me deparo com alunos (a maioria) que sabem apenas escrever palavras isoladas, não tendo capacidade cognitiva para a compreensão de um texto. O problema não está nos alunos, com certeza. Em nós, professores? Em parte. Mas a essência dele está na própria estrutura do sistema educacional que o Estado oferece, além das condições de trabalho, que fazem com que esse público não tenha tempo para desenvolver atividades educativas.
EDUARDO RANGEL DE JESUS (professor) - Londrina
Professor x tecnologia
Realista a entrevista ''Função do professor é transformar informação em conhecimento'' (Entrevista, pág.3, 26/06) com a pró-reitora de extensão da Unopar, Sônia Maria Mendes França. A qualidade na educação depende menos do material didático e mais da competência e do comprometimento do professor. Um professor preparado é bom com livro didático, com material apostilado ou com o uso da internet. Não é aquele que sabe tudo, mas aquele que tem interesse por tudo. É formar mentes que estejam em condições de criticar e não aceitar tudo que se propõe. O professor que passou pelo lápis, caneta-tinteiro, esferográfica, máquina de escrever manual e elétrica, precisa desembarcar no computador.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
Zerão e o Filo
Os organizadores do Filo ignoraram a existência do suntuoso Anfiteatro do Zerão e preferiram montar uma microarena para apresentações gratuitas da peça ''Sua Incelença Ricardo III'' no gramado. No dia 24/06 fui ao Zerão para assistir à peça, mas voltei frustrado sem ter visto o espetáculo por absoluta falta de lugar. Parte da plateia, sentada no vão de acesso, obstruía a passagem até aos lugares que sobravam nas arquibancadas. Muita gente teve voltar para casa sem ter visto nada. Um absurdo! Se o Anfiteatro do Zerão não serve para apresentações do Filo serve para que então? Em 2008 a Prefeitura gastou R$ 152 mil para reformar o anfiteatro, que já foi palco de muitas apresentações culturais. Pelo visto, mais um investimento público que não serviu para nada.
EDILSON OLIVEIRA MOURA (jornalista) - Londrina
Honestidade
Maravilhoso o artigo ''Vergonha de ser honesto'' (Espaço Aberto, 29/6) escrito pelo administrador Ludinei Picelli. O artigo deveria ser lido por milhares de brasileiros honestos.
TAKETOSHI MIYAMURA (aposentado) - Londrina





