Trânsito violento
No Brasil quem acredita nas leis de trânsito é atropelado por motoristas despreparados que fazem dos seus carros uma arma. Como seres supremos, nada respeitam: nem sinal fechado ou faixa de pedestre. A pressa é sempre a desculpa. Não se colocam no lugar do próximo e se o próximo chegar muito perto, aceleram seus carros, como uma extensão de sua prepotência e arrogância. Para completar esse trágico e real quadro do trânsito do Brasil, alguns não só abastecem o tanque do carro como também enchem a cara de álcool! Não faltam exemplos de bêbados que tiram a vida de inocentes cuja pena é paga com algumas cestas básicas.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul



Guarda responsável
Maravilhoso o texto ''Atropelamento do Saci'' escrito pelo jornalista Luciano Augusto para a Folha Rural (25/06). Muito tocante quando ele descreve o amor e zelo de sua família pelos cães que tiveram por tantos anos. Verdadeiros ''membros da família'' que ''nunca eram presos'', e tinham amor, respeito e liberdade de sobra! Sinto também saudades desse tempo, como sinto saudades de pessoas com esta postura: a de cuidar dos seus animais dentro dos princípios da ''guarda responsável''. Pessoas que não os tratam como ''coisa''. Bichos não são brinquedos descartáveis. Hoje existem milhões de animais abandonados pelas ruas e as pessoas continuam insistindo que a solução é recolhê-los em abrigos e centros de zoonozes. Aos que pensam assim, peço urgentemente que repensem e cuidem de seus animais como realmente deve ser feito. Recolher animais simplesmente é apenas incentivar o abandono por parte dos donos irresponsáveis. Educar é a solução! Só assim voltaremos a ter mais histórias de animais com finais felizes!
ANDREA JACOMOSSI SANT'ANNA (médica) - Londrina



Pedágio: exploração
Ao ler nota ''Exploração'' na coluna do Cláudio Humberto (Política, pág.4, 26/06) percebi o tamanho do rombo no bolso dos paranaenses e o lucro das empresas do pedágio. Se num trecho de 888 quilômetros, o preço é de R$ 54 (Curitiba-Rio), como um trecho de 90 quilômetros pode custar R$ 13,30 (Curitiba-Paranaguá)? Isto é um insulto ao motorista paranaense.
MARCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis



Professor x novas tecnologias
Com relação à entrevista da pró-reitora de extensão da Unopar, Sônia Maria Mendes França, - ''Função do professor é transformar informação em conhecimento'' (Entrevista, pág.3, 26/06) -, peça a um aluno para buscar informações a respeito de qualquer assunto e veja no que resultará. Eles não sabem nem onde procurar! O ''São Google'' não tem todas as respostas. A internet é uma ferramenta, não um fim em si mesmo. Mesmo sendo muito bem orientados, o ''Ctrl C + Ctrl V'' é muito mais fácil para a maioria dos estudantes. Nem toda a tecnologia do mundo substituirá a real vontade de aprender. E isso começa e continua em casa. Os pais têm a responsabilidade - nem sempre exercida - de orientar seus filhos sobre o uso dessas novas tecnologias. Não podem, nem devem, delegar à escola o papel que deveriam cumprir e executar. Achar que o aluno vai saber buscar as informações sozinho simplesmente por conceberem a tecnologia como uma extensão de seus corpos e mentes é ser ingênuo. Se não forem devidamente cobrados - como o serão pelo mercado de trabalho - simplesmente poderemos esperar profissionais que não saberão o que fazer sem um meio virtual de comunicação.
ANTONIO CESARE BABBONI JÚNIOR (professor) - Londrina

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