CARTAS
Trabalhar para quê?
Li numa reportagem de um portal de notícias que o Bolsa-família é a única renda de 88% dos beneficiados. Claro, quem em sã consciência vai querer trabalhar? Façam as contas: Bolsa-Família + Leite das crianças + Vale-Gás, etc. Somando tudo dá mais do que um salário mínimo! E o melhor é que o ''trabalhador'' ocioso ainda não é obrigado a pagar o INSS e tem o benefício de ser atendido assim mesmo! Onde o Brasil ''emergente'' vai parar desse jeito? Daqui a pouco vão inventar o ''Bolsa-Cachaça''!
MARIA REGINA MINTO REYES (encarregada administrativo) - Londrina
Violência nas escolas
Houve um tempo em que educação, no sentido de respeito e de bons modos, era aprendida em casa. Era tarefa dos pais. Assistimos atualmente casos de violência e de falta de respeito para com docentes e com o patrimônio público se repetirem. Tais acontecimentos deixam transparecer que certos valores, como a responsabilidade por educar nossos filhos, está sendo abdicada e transferida a outros, coisa que era motivo de orgulho para os pais, quando com sucesso essa tarefa era cumprida. Até que ponto a evolução da humanidade, com advento de tanta tecnologia, está sendo positiva para a sociedade? Parece que uma relação inversa vem ocorrendo, visto que ao passo que se melhoram as condições de vida, características essenciais como a educação básica que deveríamos ter estão sendo desvaloradas e colocadas como obrigação de outrem. Precisamos ter em mente que as escolas são o celeiro, onde estão sendo moldados os novos médicos, professores, ou seja, os indivíduos que vão compor a sociedade, as pessoas com quem vamos conviver num momento próximo. Não seria hora de rever nossos conceitos e analisarmos a postura com que conduzimos nossas vidas em vez de continuar outorgando ou delegando tarefas comuns a todos nós ao Poder Público? Se desejamos uma sociedade melhor, mais justa, mais digna, o melhor lugar para promover tal mudança se encontra em cada lar, onde tijolo a tijolo construímos o caráter de nossos filhos.
TADEU WASICK JUNIOR (estudante de Direito) - Londrina
Sociedade falida
Observando a educação de nossas crianças, não sinto preocupação de uma iniciativa de melhora nem por parte dos políticos, nem da sociedade. Como teremos uma pátria democrática sem ensinarmos nossas crianças por onde se deve caminhar? Elas precisam de um rumo para saber como chegar a um lugar correto. Com a educação se aprende a respeitar o próximo e a trilhar caminhos construtivos e assim colher bons frutos. Do jeito que as coisas estão ocorrendo, estamos só observando e não participando de uma sociedade que teria de evoluir. Assim assistimos a crimes bárbaros praticados por adolescentes que criticamos e jamais auxiliamos. Precisamos nos mobilizar urgentemente.
ALOISIO MORTARI LOPES (engenheiro agrônomo) - Tamarana
União homoafetiva
O Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável afetiva para homossexuais. Modernidade ou desastre? E quando eles forem adotar um filho, como será a educação dessa criança? Ela conseguirá estudar escolas e fazer esportes sem sofrer preconceitos?
DIEGO MITSUO DOS SANTOS FUKUSHIMA (estudante) - Roncador
Bom exemplo
Visitei pela primeira vez a Câmara de Londrina no dia 31 de maio para acompanhar a votação do projeto sobre o zoneamento urbano. Fui recebida com muita presteza e simpatia naquela Casa. Senti-me tão à vontade como se minha fosse. Portanto, não poderia deixar de registrar o fato, conquanto nosso país esteja tão carente de bons exemplos.
MARIA JOSÉ PAULINO ANTUNES (bancária) - Londrina





